Menu

sbado, 26 de setembro de 2020

Mãe Joana também é responsabilidade social.

Há coisa de três anos, quando a confraria ainda se reunia no Buteco da Praia, Jessé Marques sugeriu que, pela representatividade de seus integrantes, a Mãe Joana deveria colocar a cara na reta em algumas questões de relevância social e provocar debates. Muito se falou e nada aconteceu, creio que em parte por não termos uma plataforma de lançamento e sustentação das discussões. Agora temos, o nosso veículo próprio, que me encoraja a propor a retomada da idéia.
Tenho até uma pauta: a irresponsabilidade dos condutores de veículos neste País, no geral, e no nosso Estado e nas nossas cidades, em particular, destruindo patrimônios, incapacitando e matando passoas em quantitativos inacreditáveis, superiores aos conflitos bélicos de grande magnitude, somada à falta de coragem política das autoridades e a insensibilidade de vários setores da sociedade civil, principalmente da imprensa.
A imprensa chegou ao ponto de redesignar o significado da palavra acidente, que, segundo todos os dicionários define algo que acontece por acaso, independentemente da influência de agentes que não os naturais – um raio que caia na cabeça de alguem, por exemplo. E a todo momento, vê-se e ouve-se na TV e no rádio, lê-se nos jornais e revistas o uso da palavra acidente em matérias sobre atropelamentos e colisões. Que não são acidentes coisíssima nenhuma, são ocorrências de trânsito, todas provocadas pela trágica combinação do excesso de velocidade com a imprudência e com a imperícia.
Creio que podemos fazer uma limonada desse limão.
Cartas para a Redação.

Comentários