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tera, 12 de dezembro de 2017

Morador de rua

Pelo que se ouve dizer em quase todas as rodinhas de bate-papo, é que morador de rua é um dos mais sérios problemas sociais em todas as cidades e de modo mais gritante nos maiores centros urbanos. De onde vem e qual é o histórico dele?

Registro que tenho sido partícipe, desde há muito, de discussões promovidas por algumas prefeituras da Grande Vitória, ouvindo, muitas vezes, explicações de assistentes sociais segundo as quais a procedência do morador de rua tem sido, em grande parte do interior do próprio Estado e também de estados vizinhos como Bahia e Minas; tendo vindo para o Espírito Santo em busca de emprego e não o conseguindo fica por aqui mesmo; sendo que alguns deles não conseguiram emprego unicamente por falta de qualificação profissional; ficando por aqui, sem emprego, deixando mulher e filhos por lá; aqui arranja outra companheira, e assim, ambos – o homem e a mulher – se transformam em moradores de rua.

Na maioria das vezes é assim que nasce o morador de rua; muitos continuam nessa vida o tempo todo. Outros motivos para que alguns se transformem em morador de rua podem ser: perda de emprego, briga de casal e separação, desentendimento com os filhos, uso de drogas lícitas e ilícitas, desilusão amorosa, problemas neurológicos e financeiros.

No caso de problemas financeiros, há muitos anos o serviço social da Prefeitura de Vitória teria identificado, durante um levantamento de moradores de rua, uma senhora, proprietária de terras no interior de Minas, que, desalentada com a seca, veio para Vitória e se transformou em pedinte, e em alguns momentos, moradora de rua, chegando a ganhar muito dinheiro com a nova vida que levava aqui.

Tenho notado, de janeiro deste ano para cá, que diminuiu bastante o número de moradores de rua, creio que em decorrência de políticas públicas voltadas para moradores de rua, craqueiros e usuários de drogas em geral que a atual administração do município implantou e vem tocando com relativo sucesso.

Durante participação em diversas reuniões realizadas para discutir essa problemática, tenho registrado que alguns programas tocados pela administração pública, apesar de exitosos, não têm continuidade na administração seguinte porque não existe em nosso país PROGRAMA DE ESTADO e sim programa de governo, que cessa quando este completa o seu mandato; outro problema sério que vejo, no que se refere especificamente a morador de rua, é que, às vezes, a despeito do esforço de uma prefeitura para administrar bem a questão, procurando ter um controle maior desse tipo de população, se uma prefeitura aperta, o morador de rua muda para outro município, e assim o problema dificilmente será solucionado a contento.

Dessa maneira, o problema morador de rua continua existindo, ora em Vitória, ora em um dos municípios da Região Metropolitana, daí a necessidade de se implantar o mesmo programa em parceria com os demais municípios

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