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segunda, 22 de abril de 2019

DJ Dolores lança vinil com trilhas sonoras de cinema no Festival de Vitória

Ele comanda o encerramento da 20ª edição do Festival, no sábado, dia 2, e lança “Banda Sonora”, a compilação de trilhas de filmes

Conhecido por uma mistura de ritmos regionais com batida eletrônica, DJ Dolores será a atração da festa de encerramento do Festival de Vitória – 20º Vitória Cine Vídeo. O DJ, que é responsável pela trilha sonora do longa “Tatuagem”, vai se apresentar logo após a exibição do filme, trazendo muito ritmo para dentro do galpão da Estação Porto, no sábado, dia 2 de novembro. A Dj capixaba Regina Destefani é quem abre a noite com seu set diferenciado para depois receber Dj Dolores.

Veterano da cena Manguebeat, DJ Dolores está na ativa há mais de 20 anos, várias turnês mundo afora e seis álbuns com trabalhos de carreira e trilhas sonoras. DJ Dolores já remixou faixas de Chico Buarque, Tribalistas, Bob Marley (oficial), Sizzla, Perez Prado e Taraf de Haïdouks, entre outros. Seu remix para Gilberto Gil foi lançado pela revista americana Wired como parte do projeto “Rip, Mash, Sample, Share”.

Como compositor de trilhas sonoras, participou de vários filmes, destacando-se “A Máquina”, “Narradores de Javé”, e mais recentemente “O som ao redor”. O Kikito de melhor trilha sonora conquistado no Festival de Gramado 2013 pelo trabalho no filme Tatuagem, de Hilton Lacerda, é um dos marcos recentes do que faz o DJ Dolores nos sons por trás das câmeras. Ele também foi vencedor do BBC Awards, na categoria “Club Global”, ganhou duas vezes o prêmio da música brasileira (antigo prêmio TIM) com seus discos.

Agora, o DJ lança uma coletânea de suas composições produzidas no formato vinil e também disponível em CD e download com o lançamento do álbum Banda Sonora, produzido pelo selo Assustado Discos e patrocinado pelo Natura Musical. O disco, nas lojas a partir de novembro preenchendo uma lacuna no cinema brasileiro, é uma compilação de trilhas assinadas pelo artista sergipano com raízes fincadas em Pernambuco.

Suas músicas cantam os brasis em narrativas particulares, extrapolando as fronteiras do papel coadjuvante que a trilha costuma ter nos filmes. Percebe-se nesta compilação como os limites da tela são ultrapassados: suas composições se mostram além dos personagens e chegam aos ouvidos para remontar a diversidade musical de quem os criou.

– “Esse é um disco de canções que foram inspiradas por imagens das mais diferentes procedências, de documentários a filmes de natureza fantástica. Escolhi um ou outro tema movido por razões diversas: uma lembrança pessoal relacionada, um achado musical, uma letra engraçada ou até porque havia uma boa história a ser contada por de trás da música. Enfim, são pedaços soltos da minha memória no trabalho com cinema”, explica o autor.

Banda Sonora inclui trabalhos recentíssimos do cinema nacional, como “Amor, Plástico e Barulho”, que leva o mesmo nome do longa de Renata Pinheiro, com quem já havia gravado “O Amor Vai…”, para o documentário Estradeiros. “Álcool” (Bolero Filosófico) e “Polka do Cu” representam o filme Tatuagem (Hilton Lacerda).

“Setúbal” integra a trilha de O Som ao Redor, longa de Kléber Mendonça Filho, que representa o Brasil na disputa por uma vaga na concorrida lista do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. A canção é, inclusive, uma das faixas antológicas do álbum, surgida originalmente como tema de Enjaulado, curta-metragem de estreia do cineasta pernambucano. A parceria entre DJ Dolores e Kléber começou na década de 90, auge do movimento Manguebeat, bastante presente na trilha que se tornou um marco do período da cena recifense.

Outra passagem histórica é “Subúrbio Soul”, de O Rap do Pequeno Príncipe contra as Almas Sebosas, filme de Marcelo Luna e Paulo Caldas. A faixa, gravada em parceria com Fabio Trummer e Jam da Silva, é uma prévia do que seria a Orchestra Santa Massa. Também estão presentes “Narradores” (do filme Narradores de Javé, de Lili Caffé), “Azougue” (A Máquina, de João Falcão), “O Rosto no Espelho”, (filme homônimo de Renato Tapajós).

Para Rafael Cortes, do selo Assustado Discos, o disco cumpre o papel de reunir 15 anos de trabalho de Dolores produzindo trilhas sonoras. “Quase nada desse material saiu fisicamente e as músicas circularam muito pouco. O Assustado Discos e o DJ Dolores buscaram a parceria para possibilitar a difusão desse conteúdo que é uma vertente paralela aos discos de carreira do DJ, como um projeto especial, nos moldes dos que já lançamos pelo selo. Isso tudo só foi possível graças ao apoio da Natura que acreditou na relevância da ideia”, comenta ele, que já tem no catálogo discos com Devotos, Inocentes e Wander Wildner.

Serviço:
20º Festival de Vitória – Vitória Cine Vídeo
Data: de 28 de outubro a 2 de novembro
Local: Estação Porto
Entrada gratuita
Mais informações: www.festivaldevitoria.com/
Instagram: @vitoriacinevideo

Com informações de Danielle Ewald

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