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quarta, 22 de maio de 2019

Mostra retrospectiva de animação começa nesta quarta, 30, e celebra os 20 anos do VCV, Festival de Vitória

Surgidos junto com o cinema mudo, os filmes de animação evoluíram até as mais sofisticadas formas de criação da tecnologia digital.

Para comemorar o aniversário de duas décadas, entre os dias 30 de outubro e 1 de novembro, às 15 horas, será realizada a Mostra Retrospectiva de Animação com exibição de curtas-metragens de animação que já estiveram em outras edições do Festival. Com entrada franca, as exibições serão na Estação Porto e não têm caráter competitivo.

O Festival de Vitória já se consagrou como uma janela tradicional para os realizadores de animação do Brasil. Por isso, a Mostra Retrospectiva trará uma seleção de 22 filmes que fazem uso de diferentes técnicas de animação. A ampliação do espaço para esse gênero audiovisual na programação é uma forma de celebrar as duas décadas de Festival e de reconhecer a importância dessa linguagem para a história do cinema.

Lucia Caus, diretora do Festival de Vitória, explica que a Mostra Retrospectiva 20 Anos VCV apresenta um panorama das animações que já passaram pelo Festival.

– “A diversidade é, notadamente, um traço marcante e a maior riqueza da cultura brasileira. Essas diferentes formas de expressão também estarão presentes na seleção de animações do Festival deste ano que exibirá uma mistura de cores e ritmos contribuindo para uma programação diversificada e criativa, e possibilitando que cada espectador se sinta representado na telona”, afirma Lucia.

A Mostra

QUARTA-FEIRA (30/10)

Os Sapos (3’, RJ, 2003), de Marcelo Ribeiro Mourão.

Dois sapos disputam para ver quem come mais insetos. O final não é exatamente o que parece ser.

O Céu no andar de baixo (15’, MG, 2010), de Leonardo Cata Preta. Desde os 12 anos, Francisco faz fotografias do céu. Um dia, algo diferente aparece em uma de suas fotografias, mudando a sua rotina.

Baletéia e a Boneca Misteriosa (3’, RJ, 2005), de Alunos do Núcleo de Artes Alencastro Guimarães.

A menina adotada encontra uma boneca misteriosa no porão de sua casa. O final é surpreendente.

Peixe frito (19’, GO, 2005), de Ricardo George de Podestá.

De forma bem humorada, o filme trabalha o novo e o velho, enquanto um avô ensina seu neto a pescar. A partir daí, peixes, anzóis e ecologia se misturam formando uma história com duas visões sobre uma mesma pescaria.

Profissão de fé (48”, ES, 2003), de Gabriel Menotti.

Breve profissão de fé na primeira paróquia do cristo sintético.

Um Amor salgadinho (5’, SP, 2004), de Camila Ramos, Ingrid Rodrigues, Juan Borges, Lorenço Vieira Melina Silva, Regiane Silva, Renata Freire e Rafael Lobato. O desespero e súplica de um salgadinho muito especial.

PAX (14’, PR, 2005), de Paulo Munhoz.

Quatro religiosos – um padre, um xeque, um rabino e um monge – se reúnem para discutir a violência do mundo atual e achar uma resposta para isso. Cheios de boa vontade e mais cheios ainda de suas certezas, buscam uma solução. Será que encontram?

Roubada! (4’, RJ, 2000), de Marcelo Vidal, Renan de Moraes e Sérgio Yamasaki.

Uma frenética e divertida perseguição de uma velhinha invocada a um mal encarado ladrão de bolsas.

QUINTA-FEIRA (31/10)

Onde andará Petrucio Felker (11’, RJ, 2001), de Allan Sieber. A trajetória do controverso artista plástico Petrucio Felker é lembrada através de diversos depoimentos.

Deus é Pai (3’40”, RJ, 1999), de Allan Sieber. Deus e seu amado filho Jesus recorrem a um terapeuta para resolver seus problemas de relacionamento.

Primeira Paróquia do Cristo Sintético (14’30”, ES, 2010), de Gabriel Menotti. É noite das revelações, e o redentor foi barrado na porta.

De Janela pro cinema (14’, RJ, 1999), de Quiá Rodrigues. Uma mulher se apronta para sair. Com quem? Quem será o felizardo? O filme é uma colagem nostálgica com os mitos da história do cinema.

Vida Maria (9’, CE, 2006), de Márcio Ramos. Maria José, uma menina de cinco anos de idade, é levada a largar os estudos para trabalhar. Enquanto trabalha, ela cresce, casa, tem filhos, envelhece.

A Ilha (9’47”, DF, 2008), de Alê Camargo. O filme aborda de uma maneira bem humorada as dificuldades de se viver em uma cidade grande.

SEXTA-FEIRA (1/11)

Linear (6’, SP, 2012), de Amir Admoni. A linha é um ponto que saiu caminhando.

O Paradoxo da espera do ônibus (4’, RJ, 2007), de Christian Caselli. Homem espera em vão o ônibus. Em vão? Ora, se o ônibus está demorando, então ele está mais perto de chegar.

Engolervilha (8’, RJ, 2003), de Marão. O sórdido, pútrido e fétido. O grotesco, o bizarro e o escatológico. Ervilhas, urina e galináceas.

El Toro de Guernica (95’, BA, 2005), de Caó Cruz Alvez. Diante a incidência da Guerra civil espanhola, um garoto faz uma pipa com as cores da bandeira republicana e tenta empiná-la pelos pastos de Guernica.

Dois Manos numa noite suja (3’, SP, 2004), de Mauricio Squarisi e Wilson Lazaretti. Filme realizado em oficina de cinema de animação com adolescente em conflito com a lei. Videoclipe em desenho de rap composto pelos adolescentes, dois manos caminham pela noite escura. São abordados por uma viatura policial. Já era!

O Lobisomem e o Coronel (10’, DF, 2002), de Ítalo Cajueiro e Elvis Kleber. Violeiro cego conta a história sobre aparição de um lobisomem na fazenda de um rico e ganancioso coronel.

Patativa (10’, CE, 2001), de Ítalo Maia. Aspectos da vida e obra do poeta Patativa do Assaré, figura legendária, que através de sua obra e de sua consciência política e social expressa a realidade do sertão nordestino.

Castelos de Vento (8’, MG, 1998), de Tania Anaya. Uma breve estória sobre o poder do vento em apagar linhas, destruir casas e arrastar pessoas. O sopro que cria os homens, unindo-os e separando-os.
MOSTRA RETROSPECTIVA DE ANIMAÇAO (fora de competição)

Serviço:
30 de outubro a 1 de novembro
15 horas
Estação Porto, Centro de Vitória/ES
entrada franca

Com informações de Danielle Ewald

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