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segunda, 15 de julho de 2019

Uma noite de vinhos portugueses da Manz Wine e um único branco no mundo da uva Jampal

Os vinhos foram apresentados a um pequeno grupo de apreciadores: Dulcino Tose, Douglas Chamon, o empresário e blogueiro de vinhos Silvestre Gonçalves, Raul Silva, o homem da Lusistanus Brands, Antonio Carlos, Marli, Rogergio Baracho, Arnaldo Seixas, Olício Santana.

O empresário Carlos Meneghel e o representante da Lusitanus Brands, Raul Silva, apresentaram nesta quarta-feira em casa do casal Antonio Carlos e Marli Siqueira Leite os vinhos da Manz Wine, vinícola do ex-goleiro brasileiro Andre Manz, situada em Chelheiros, uma comunidade próxima a Lisboa.

Raro? Raro não: ÚNICO!

O primeiro a desfilar foi o branco “Dona Fátima”, um vinho Premium top do brasileiro André Manz. É o único vinho do mundo feito da uva Jampal, que para o mundo do vinho português havia sido extinta há décadas.

A uva Jampal foi redescoberta por acaso numa propriedade comprada pelo ex-goleiro Andre Manz, depois de intensas pesquisas por enólogos chamados a começar um projeto pessoal do brasileiro.

Os enólogos, ao descobrirem que entre as vinhas da propriedade haviam encontrado exemplares da Jampal aconselharam Andre a se desfazer delas e começar vinhas novas com outras variedades.

Antonio Carlos Leite e Raul Silva exibindo um troféu.

Andre não aceitou a sugestão afirmando que queria fazer vinhos apenas para consumo próprio e para seus amigos. A sorte sorria para o brasileiro radicado em Portugal.

O projeto cresceu e surpreendeu o mundo todo, ao ser lançado o vinho branco Dona Fátima, o único vinho do mungo produzido somente com a suposta extinta uva Jampal.

Resultado: Andre Manz hoje coleciona medalhas não do futebol, mas por ter passado a produzir 2 dos 50 melhores vinhos de Portugal.

Na foto, os vinhos da Manz Wine que estão chegando ao mercado brasileiro.

Por ironia ou por um desses desígnios inimagináveis, o que seria um projetim de “vinhos pessoais e para os amigos” transformou-se numa referência para a vinicultura de Portugal e lança o ex-goleiro de volta ao mundo das celebridades internacionais.

Pitaco do Oleari

Para um véi repórter que conhece a cidade às avessas, perder-se em Fradinhos foi prosaico: e quase me perdi duas vezes. Mas quis a sorte que eu tivesse o privilégio de participar de um encontro extremamente agradável. Marli Siqueira Leite e Antonio Carlos padecem da “manha” de promover sempre bons encontros. Pequeno grupo, formado por conhecedores de vinhos e este “aprendiz de engólogo”. E não só isso: quis a sorte que eu provasse um vinho único no mundo, que é o branco Dona Fátima, da Manz Wine.

É preciso dizer que Dona Fátima será inesquecível por duas razões: é um branco dusbão, desses que a gente pode degustar nas horas amenas, em qualquer temperatura, após 10 horas da manhã, a qualquer hora da tarde, a qualquer hora da noite/madrugada.

É um top de linha. Deve chegar ao mercado ao preço de R$ 280,00 – não se esqueçam, é o único no mundo feito a partir da uva Jampal, quase extinta. E é muito bom.

Perguntei e o Raul Silva informou que tem sido feito um trabalho sistemático de resgate da uva Jampal, reproduzida segundo critérios técnicos para retirá-la da faixa de extinção. Afinal, o que se tirou dos velhos vinhedos da propriedade comprada por Andre Manz e que agora está sendo exibido em vistosas garrafas é um tesouro.

Deve ser perpetuado.

Ia tudo tão bem, mas tão bem, entre o branco Dona Fátima, o rosé muito interessante – destacado pelo Arnaldo, que não gosta de vinho rosé – e os três tintos mostrados, que ainda iria melhorar:

Marli e Antonio Carlos serviram essa costelinha aí da foto, ao molho de vinho com batata ao murro – homenagem ao português Raul Silva – que foi saboreada aos sons da Ana Maria Braga debaixo da mesa. Delicioooooosaaaaaaa!

Disse à Marli e ao Antonio Carlos: “quem fez esta, aprendeu com quem sabia”.

O que mais se deve acrescentar? Vou deixar meu número de telefone, por via das dúvidas. Disse-me alguém dia desses: “nunca se sabe”. Como os desígnios colocaram Andre Manz numa quinta portuguesa com videiras supostamente extintas que o colocaram no topo, pode pintar outra e a gente só vai se inssistirem muito. Gracias, amigos” (Oswaldo Oleari).

– Além do branco Dona Fátima, destacado acima, os demais vinhos de Andre Manz estão aí:
MANZ POMAR ESPÍRITO SANTO
Cor: Rubi intenso
Casta: 20% Touriga Nacional; 40% Aragonês; 30% Syrah e 10% Castelão.
Região: Vinho Regional Lisboa

MANZ ROSÉ
Cor: Rosa Claro
Casta: Castelão
Região: Vinho Regional Lisboa

MANZ CONTADOR DE ESTÓRIAS
Cor: Granada concentrada
Casta: Aragonez, Castelão, Touriga Nacional
Região: Península de Setúbal

MANZ DOURO
Cor: Cor intensa, violácea.
Casta: 50% Touriga Nacional e 50% Tinta Roriz.
Região: Alto Douro Vinhateiro

MANZ PLATÓNICO
Cor: Rubi
Casta: Aragonez, Castelão, Touriga Nacional
Região: Portugal

Serão comercializados e distribuidos no Espírito Santo pelo empresário Carlos Meneghel:
[email protected]

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