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sbado, 18 de novembro de 2017

Sugestão de leitura: Como será o amanhã?

Por Tião Martins

Belo Horizonte, Vitória, Rio, São Paulo, Salvador, Curitiba.

Se você já está cansado de viver, acredita na sorte ou no tal anjo da guarda, escolha uma dessas cidades e se arrisque a sair sozinho pelas ruas, depois da meia-noite.

24 de outubro de 2013
Crônicas

Não espere que a família lhe deseje boa travessia, porque desejar é inútil. Se durante o dia já é perigoso, à noite ninguém mais está seguro, nas ruas das maiores cidades brasileiras. Ou das médias. E até das pequenas.

Crimes de natureza sexual acontecem diariamente nas grandes e tiram o sono até das menores, como Itajubá, onde uma jovem estudante foi violentada e morta há poucos dias, quando voltava da escola por uma rua deserta.

Aparentemente deserta, porque não há mais ruas desertas e lugar nenhum. É pura ilusão ou saudosismo. O que existe, nesse aparente deserto, é armadilha e esconderijo, onde o atacante prepara o próximo assalto e pode disparar uma arma, ainda que você não resista e nem o provoque.

Meninos na faixa de 12 e 15 anos já atiram tão bem quanto os adultos. Eles são profissionais e você é o eterno amador. E não temem a prisão, porque sabem de cor os artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Assim, a cumplicidade entre adultos, adolescentes e crianças, para roubos, assaltos, estupros e invasão de residência e casas comerciais, protege os grandes e os pequenos bandidos.

E as autoridades não confessam, mas estão perplexas. Em todas as cidades, com a cumplicidade da mídia, a polícia trata um caso como se fosse o único, até achar o culpado. E, assim, tenta dar ao cidadão uma sensação de segurança. Tentativa louvável,masinútil.

Até outro dia, a mágica funcionava, mas o medo cresceu e hoje é maior que o teatro da eficiência. E os criminosos sabem disso melhor que você.

Com ou sem motivo palpável, as pessoas sentem mais e mais medo. E ninguém sai por aí apalpando esquinas para ver se está lá um assaltante ou estuprador.

Como no Velho Oeste, enquanto os bandidos controlam as ruas, os cidadãos correm para casa e trancam as portas, sem saber como será o amanhã (Tião Martins).

Portal DOPC dedica este texto ao professor Luiz Claudio M. Ribeiro, da Unversidade Federal do ES (Ufes).

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