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segunda, 20 de novembro de 2017

Diagonal, coluna do Oleari – Nicolás Catena é destaque no jornal britânico Financial Times

Jardim

Em meio aos matos do tosco jardim do nosso moquifo, um antúrio exibe uma bela flor. Nada demais? Sim, se não dissesse que esse antúrio tava meiqui abndonado e eu comecei a cuidar dele, mudando-o do lugar sombreado onde estava. Logo, logo, ele já me brindou com 3 flores, antes dessa aí.

Enquanto isso, um outro antúrio, em outro vaso, começa a exibir sua primeira flor. A foto foi feita no final de semana passado, também de muita chuva (OO).

Vinhos

Em entrevista a Rachel Savage, Catena – representado no Brasil pela importadora Mistral – falou de sua família de origem italiana que chegou à Argentina em 1898. Quatro anos depois, em 1902, já tinha o primeiro vinhedo de Malbec em Mendoza/AR.

O ex-professor de economia, responsável por colocar a América do Sul no mapa dos melhores vinhos do mundo, falou ao jornal Financial Times sobre sua carreira, a política e a economia na Argentina e revelou qual vinho beberia pelo resto da vida.

Abordagem racional leva Catena às alturas – por Rachel Savage

Nicolás Catena é o membro da terceira geração de sua família a produzir vinhos na região de Mendoza.

Sua bodega Catena Zapata está entre as vinícolas de maior prestígio da Argentina, construindo sua reputação desde 1997 com Nicolás Catena Zapata.

A combinação de Cabernet Sauvignon e Malbec tem colocado os vinhos Sul Americanos num novo patamar. Mais recentemente, produziu o conceituado Catena Zapata Adrianna, feito com a uva Malbec, proveniente dos vinhedos mais altos de Mendoza.

Antes de assumir a vinícola Catena Zapata no lugar de seu pai, Catena era professor de economia na Universidade da Califórnia, em Berkeley. E sua filha, Laura, formada nas universidades de Harvard e Stanford, parece determinada em seguir a tradição da família: ela lidera o time de pesquisa e desenvolvimento da vinícola.

A entrevista

Raquel Savage – Como o senhor virou viticultor?
Nicolás Catena – Meu pai era viticultor, assim como meu avô, Nicolás Catena, que imigrou da Itália para a Argentina em 1898. Ele plantou seu primeiro vinhedo em Mendoza com a casta Malbec em 1902.

RS – O que a região vitivinícola de Mendoza tem de especial?
NC – Como Mendoza está localizada próximo aos Andes, nos possibilita plantar vinhedos acima de 1500m de altitude. Aqui é mais frio e a luz do sol é muito intensa: essa é a combinação ideal para as vinhas que não se dão muito bem em lugares quentes mas que precisam de muita luz para atingir a fotossíntese máxima, fonte de taninos e sabores desejáveis.

RS -Como sua experiência de professor de economia influenciou em seu trabalho de viticultor?
NC -Quando iniciei o projeto no começo da década de 1980, comecei questionando tudo sobre como o vinho era feito. Estudei o microclima local e aprendi muito com alguns dos melhores produtores de vinhos fora da Argentina.
Haviam muitas questões desconhecidas. Meu aprendizado como economista me ajudou a ter uma abordagem mais metódica nesse processo, e me deu uma visão clara de que o projeto falharia se meus vinhos não pudessem competir com os melhores do mundo em termos de qualidade.

RS – Você acha que seu pai e seu avô estariam orgulhos de suas conquistas como viticultor?
NC – Sim, claro. Na cultura italiana, todos os pais querem ser superados por seus filhos. Eles teriam orgulho do que a família Catena Zapata conquistou.

RS – Qual é o segredo da sua vinificação?
NC – Comecei com a ideia de que nossos vinhos deveriam ser inesquecíveis, distintos e tão bons – ou idealmente melhores – quanto outros vinhos ao redor do mundo.
É importante estabelecer esta meta porque para atingir esse nível de qualidade, prestar atenção em todos os detalhes é vital, da escolha da localização de cada vinhedo até a seleção rigorosa das videiras, bago por bago. Temos que estar dispostos a plantar muitas videiras antes de encontrar o lugar especial – tal como o nosso vinhedo Adrianna – que nos permita produzir um vinho único.

RS – Se pudesse beber um vinho pelo resto da vida, qual seria?
NC – Château Lafite Rothschild 1990.

RS – E com qual prato acompanharia esse vinho?
NC – Cordeiro da Patagônia.

RS – Quão otimista o senhor está em relação a economia Argentina?
NC – Eu estou muito otimista. A quantidade de recursos naturais per capita que temos na Argentina está entre as maiores do mundo. Essa riqueza natural me permite prever que apesar das constantes dificuldades geradas por controvérsias políticas, conseguiremos obter um progresso econômico.

RS – Descreva sua posição política.
NC – Eu apoio o Partido Democrata de Mendoza, um partido político fundado na década de 1930 por um grupo do qual meu pai fazia parte. Sua orientação é centro-direita.

RS – Qual é a sua maior conquista?
NC – Ter mostrado ao mundo que a Argentina pode produzir vinhos de qualidade excepcional foi a grande realização da nossa família. Nosso projeto de exportação começou apenas em 1990, mas hoje o vinho argentino é reconhecido mundo a fora por sua qualidade.

RS – Quem o senhor mais admira?
NC – Cicero, o político romano.

RS – O que o deixa acordado a noite?
NC – A saúde dos meus filhos e netos.

RS – Como gostaria de ser lembrado?
NC – Como um produtor de vinhos que buscou elevar o reconhecimento mundial de seu país natal.

Espaguete com atum

Daniella Ewald, a competente coordenadora de jornalismo da Rose Frizzera Assessoria de Comunicação, me mandou essa nota aí, que me deixou curioso e pensando num vinhizim pra acompanhar.

Tradição italiana no Natal do Prima Donna

O restaurante italiano Prima Donna preparou um cardápio especial para a semana do Natal.

O chef Manolo fez a releitura de um prato, o Espaguete com Atum, tradição na noite de Natal da Itália.

O prato é feito com talharim, atum ralado, azeitonas pretas, alho poró, tomate cereja e regado com pesto de coentro.

Será servido especialmente entre os dias 18 e 28 de dezembro. O restaurante também vai presentear os clientes com um delicioso mini panetone, mais uma tradição italiana.

Serviço
Funcionamento: terça a sábado, das 19 às 24 horas; domingo, das 12 às 16 horas.
Rua José Pena Medina, 380, loja 1, Praia da Costa, Vila Velha/ES, ao lado do La Villa.
027 – 3075-0527.

Humor

– Autor: Daniel Kim.

Abertura de Alongadores foi adiada

Prevista para ocupar o Museu do Pescador, na Ilha das Caieiras, Vitória/ES, a partir desta sexta-feira (21), a instalação Alongadores de Horizontes, de Piatan Lube, foi adiada para o dia 6 de janeiro de 2014.

O adiamento foi motivado pelo impacto das recentes chuvas no processo de montagem do trabalho.

Serviço:
Instalação: Alongadores de Horizontes
Quando: de 6 de janeiro a 30 de março de 2014
Horário: terça a sexta, das 9 às 17 horas. Sábado e domingo, das 12 às 16 horas
Local : Museu Histórico da Ilha das Caieiras Manoel dos Passos Lyrio – “Museu do Pescador”
Endereço: Rua Felicidade Correia dos Santos, s/n, Ilha das Caieiras – Vitória-ES
(27) 3132-8372, 3132-5295 e 3323-9993

Outros dois eventos foram cancelados na semana em virtude das chuvas: um Concerto da Orquestra Filarmônica no Palácio Anchieta e outro em Vila Velha/ES, o Concerto e a Cantata de Natal, que haviam sido transferidos para este domingo (22).

O Google registra o início do verão neste sábado. O site mostra uma animação em que cinco bonequinhos se divertem no mar, com roupas de banho, bola e equipamento de mergulho, e enquanto você digita sua busca uma onda passa por todos eles.
E nós, em vastas áreas da região Sudeste, “nadamos” nos alagamentos das cidades com as chuvas constantes.

trocatroca com a coluna: [email protected]

– See more at: http://diagonal.donoleari.com.br/2013/12/diagonal-coluna-do-oleari-nicolas.html#sthash.UobTaUNQ.dpuf

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