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segunda, 28 de setembro de 2020

Travessia – Qualidade de vida

Tenho recebido mensagens perguntando porque na faixa da chamada terceira idade há grande número de pessoas apresentando problemas de doenças, enquanto outras, na verdade em número bem menor, vivem essa fase com alegria, disposição e ainda cheias de sonhos.

A pergunta é complexa, pois não há uma receita que, aviada e ingerido o conteúdo, solucione a questão. 

Vou utilizar este nosso espaço, em alguns encontros seguidos, para conversarmos sobre o tema, principalmente sob o aspecto de sentimentos, emoções e comportamento.

Porque é uma questão muito ampla e, provavelmente, com respostas incompletas. 

A historia familiar, condições de alimentação, higiene, hábitos de vida e, tão importante quanto as outras, conta também a disponibilidade da pessoa para aprender, modificar, encontrar sempre alternativas diante dos obstáculos que surgem em sua vida. 

Estamos falando de flexibilização e disponibilidade para aprender o novo, isto é, sua postura diante da vida, em suas múltiplas dinâmicas.

Nessa fase, nada surge como novo, pois é o período de síntese do que fomos, do que fizemos e como nos colocamos diante da própria vida.

Quanto mais ricas as experiências vivenciadas, melhor será a qualidade de vida.

Por outro lado, é também a fase de descobertas de novos potenciais e de novos caminhos.
Entretanto, apenas alguns furam o bloqueio da pressão social que dificulta a criação de novas possibilidades de vida.

Nesse primeiro momento, vamos conhecer essas forças bloqueadoras culturais para que possamos, com maior clareza, identificar os pontos que podemos desenvolver para abrir nosso próprio caminho.

Não é fácil, mas é possível e passível de ser seguido. São porem necessárias coragem e determinação, alem, é claro de saber para onde se quer ir, seu objetivo, tendo como referência o ponto de onde se está partindo, e o que necessário para alcançar o objetivo: onde estou e para onde vou.

A grande maioria dos idosos não sabe como planejar o futuro, já que não sabe viver o presente. Como reação a esta situação, ou entra em estado de apatia ou torna-se rancoroso ou entra na emoção do medo, tornando-se resistente ao mundo externo como uma forma de auto preservação.

O saudosismo nesta fase da vida é, muitas vezes, decorrente de falta de referencia no presente, já que as mudanças ocorrem muito rapidamente, principalmente para quem, até aquele momento, teve uma vida voltada para atender a sobrevivência.

Esse sentimento ocorre principalmente com a mulher que, numa vida mais fechada, atendendo a família, marido, filhos, não teve ou não aproveitou oportunidades para ampliar seus horizontes. 

Ou aquelas que necessitaram de um trabalho tempo integral para subsistência da família.

… continuamos em nosso próximo encontro.

Abraços, Marcia

Marcia Dias Barbosa é Psicóloga
[email protected]

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