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quarta, 13 de dezembro de 2017

Alencar Garcia de Freitas: Quem paga os feriados?

De vez em quando um feriadozinho não é nada mal, mas quando são muitos, pesa muito e algum ente terá que pagar a conta.

Qual será o ente? No primeiro momento pode-se pensar que o patrão é que arcará com esse pagamento, seja ele governo ou empresário; não é bem assim.

Quem paga somos nós – você e eu – que pagamos impostos. Porque o patrão, qualquer que seja, nunca vai ficar no prejuízo. Se governo, receberá o imposto, nesse caso, antes do feriado; se empresário, o que receberia no feriado, recebe no dia seguinte.

No fim quem paga é o próprio trabalhador ou “barnabé”, aquele que depende de consultas médicas nos hospitais ou postos médicos do serviço público, ou precisa de recorrer a qualquer outro órgão como Delegacia Especializada, Defensoria Pública, Juizado, Receita Federal e outras repartições semelhantes.

Sem falar que cada feriado é motivo para postergar atendimentos antes agendados, amarrando e atrasando ainda mais qualquer processo de interesse público.
Por exemplo, os aposentados e pensionistas que não têm conta bancária e que têm que receber seus benefícios na boca do caixa, cada novo feriado com os bancos fechados é mais um dia que terá que esperar para sacar seus benefícios.

Feriado demais atravanca e encarece a vida dos cidadãos, principalmente dos mais pobres; no caso dos abastados nem tanto, às vezes até ajudam-nos, porque aproveitam, pegam o carro ou o avião e saem por aí para desfrutar mais e melhor cada novo feriado.

Para o pobre e o trabalhador que não têm para onde ir, a não ser ir para o boteco para tomar umas e outras – no caso dos que gostam de bebericar – quando voltam para casa, de fogo, a mulher e os filhos é que sofrem as conseqüências. A propósito, quanto maior o número de feriados ou feriadão, maior o número de violência nos lares e nas estradas.
E os que não são dados a bebedeiras, a única saída que têm é ficar em casa vendo televisão e perturbando a cabeça da mulher e dos filhos.

Segundo se diz por aí, o Brasil é país campeão de feriados, enquanto que em países como o Japão os trabalhadores têm apenas 15 dias de folga, por conta das férias trabalhistas, e mais um ou dois feriados por ano; talvez por isso, sai sempre vitorioso de tragédias que se abatem sobre o seu povo.

Aqui, quando acontecem chuvas desastrosas como as do fim do ano passado, os governantes não conseguiram reconstruir por completo estradas e pontes destruídas.
No Japão eles reconstroem, em quinze dias, estradas enormes que foram devastadas por algum desastre natural.
Feriados em excesso, por mais que se goste, custam muito caro para o país e para os cidadãos geral, que pagam as contas.

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