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sexta, 17 de novembro de 2017

Um projeto do IFES para a formação cultural e política de jovens dos assentamentos rurais

Coluna

Diagonal – Oswaldo Oleari









Na foto da esquerda, a abertura dos trabalhos. À direita, o professor Thalismar Gonçalves e o professor Milson Lopes (de chapéu), Coordenador Geral do projeto cultural.

Um projeto do Instituto Federal de Educação direcionado aos estudantes de assentamentos rurais do Norte do Espírito Santo, ligados ao MST, reuniu professores, diretores, coordenadores em torno de diversas atividades culturais no Ifes de Nova Venécia sábado, dia 13.

O professor Milson Lopes afirmou que esse projeto é uma demonstração de que o Instituto tem que sair de suas pilastras e paredes para buscar sua identidade junto à comunidade, levando até ela a instrumentação necessária ao seu desenvolvimento cultural, social e econômico.


O diretor do Ifes de Linhares, professor Antonio de Freitas (à esquerda) conversa com professora recém-chegada de São Mateus. Tavares apoia o projeto em parceria com a unidade do Ifes de Nova Venécia. 
À direita, os professores Hudson, Fraga e Luciana. Hudson é o encarregado das ações administrativas e logísticas do projeto.



À direita, uma geral do pátio antes da programação começar.


O projeto vai realizar diversas oficinas nas áreas de comunicação, notadamente o meio rádio, um veículo que chega onde outros não chegam, vídeo, teatro, literatura. 


Portal DOPC / Rádio CBM ouviu integrantes do grupo de oficineiros do projeto cultural Ifes/MST. 




O Professor Hudson Ribeiro (foto) avalia o programa como chance de “mudança de atitude”.

– “Iniciativa como essa é que faz a educação alcançar o estatus de cultura em seu sentido mais originário, ou seja, cultura significa mudança de atitude.

Merece ainda mais o nosso respeito pela ação ser em parceria com um dos setores mais desprezados por esse sistema econômico exclusivista. 

De modo que as oficinas que serão oferecidas atuarão alvissareiramente em duas vertentes. Uma delas é no público alcançado, gente que luta contra inúmeros reveses para alçar à condição de Pessoa, mediante a informação mais abrangente, o diálogo mais democrático, o debate mais fraterno, a união mais multifacetada engendrando a luta mais fundamental e inadiável. 

A outra vertente refere-se a oportunidade de intelectuais compromissados com os anseios do povo tornar o saber sintonizado com os sinais do lugar e do tempo.

Os eixos temáticos já anunciam o sentido das direções. Saúdo solidariamente e me coloco à disposição dos organizadores para participar dentro das minhas possibilidades e quiçá inciativa como essa se torne a norma e não uma exceção”, conclui o professor Hudson Ribeiro.



O professor Adolfo Miranda Oleare (na foto com o professor Eglair Carvalho) informa que o projeto de extensão “Organização de Núcleos de Cultura em Assentamentos do MST” para Fomentar a Participação Sociopolítica da Juventude Rural” surgiu do diálogo entre participantes do grupo de pesquisa “democracia e participação sociopolítica” do Ifes (Instituto Federal de Educação) – com o MST.

– “Portanto – diz ele – esta proposta parte de demandas apresentadas pelo movimento, que em 2015 comemora 30 anos no ES. A tarefa do MST em 2015 é ampliar a promoção da formação política e cultural de seus jovens, como responsáveis pela continuidade da luta pela reforma agrária no Brasil”.
O projeto foi aprovado pelo CNPQ (Conselho Nacional de Pesquisa)”.
Segundo o professor, um dos articuladores do projeto, as universidades e os institutos federais têm a obrigação legal de realizar pesquisa e extensão, como componentes e aliados diretos do ensino.

Numa próxima postagem, daremos outras opiniões e avaliações de outros integrantes do grupo que vai coordenar as oficinas (Oswaldo Oleari).

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Nesta quarta, 17

                                                                                















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