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quarta, 22 de maio de 2019

Resgate do Febeapá e Stanislaw Ponte Preta – Samba do crioulo doido – Diagonal, Oswaldo Oleari



Como estamos em alta temporada da descoberta da mandioca, do homem sapiens e da mulher sapiens, e do mistureba histórico do famoso seriado da televisão “Operação Lava Jato”, campeão de audiência, com a Inconfidência Mineira, resolvi resgatar um tiquim de um cara sensacional, o criador do Febeapá – Festival de Besteira Que Assola o País, Stanislaw Ponte Preta, “primo” de Sérgio Porto, como ele mesmo dizia.

Tive o privilégio de conhecê-lo pessoalmente, quando fomos recebidos por ele em seu apartamento de Copacabana, este colunista e o radialista Osvaldo Amorim. 

Seguindo um tantim o seu estilo de tratar com algum humor e sarcasmo alguns fatos e personagens do dia a dia de Vitória e periferia – nos anos 1960/70, naturalmente muito menos periferia – contava alguns causos na minha coluna Diagonal, em Gazeta. 

Leitores da minha coluna recortavam esses causos e mandavam pro Stanislaw na Últma Hora. Ao que parece, ele apreciava, pois aproveitou vários deles em sua coluna seguidamente. 

Com um detalhe: Stanislaw me tratava como “o coleguinha jornalista Oswaldo Oleari, de Vitória, conta que….”

Portal DOPC apresenta à sua meia dúzia e meia de leitores a mandioca, este grande patrimônio do Brasil Varonil.


Curiosamente, Stanislaw Ponte Preta (ou seu criador, Sergio Porto, foto) não é um personagem do século 12. 

É mais recente.

É considerado pelos entendidos como um dos mais autênticos e brilhantes contadores da vida e dos costumes cariocas, grande cronista que foi, além de contista, produtor e apresentador de televisão, radialista, e sobretudo um pensador livre, crítico e bem humorado do seu tempo.

A crônica paralela conta que, na verdade, Sérgio Porto teria sido envenenado por agentes da ditadura militar, que odiavam seu humor cáustico contra o regime surgido do golpe de 1964. 

Sobretudo o seu “Febeapá – Festival de Besteira que Assola o País”.

Stanislaw Ponte Preta foi um dos colunistas mais lidos do Rio de Janeiro e do Brasil no jornal Última Hora, fundado pelo jornalista Samuel Wainer.

Em sua famosa coluna da Última Hora, Stanislaw criou “As Certinhas do Lalau”, por onde desfilavam as vedetes e mulheres mais lindas e gostosas da cena carioca. 

Em sua memória, por sugestão do nosso manuvéi Penna Filho, jornalista e diretor de cinema, criamos no Portal DOPC “As Certinhas do Oleari”, nome escolhido por ele, Penna Filho.

Quarteto em Cy – Stanislaw Ponte Preta – SAMBA DO CRIOULO DOIDO – Sérgio Porto –

Esta do Quarteto Em Cy é uma gravação de 1967. O destaque desta gravação é o próprio autor, Stanislaw Ponte Preta, falando na introdução e anunciando as trapalhadas do sambista que ele criou.

A letra

Composição: Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto)

Foi em Diamantina
Onde nasceu JK
Que a Princesa Leopoldina
Arresolveu se casá
Mas Chica da Silva
Tinha outros pretendentes
E obrigou a princesa
A se casar com Tiradentes
Lá iá lá iá lá ia
O bode que deu vou te contar
Lá iá lá iá lá iá
O bode que deu vou te contar
Joaquim José
Que também é
Da Silva Xavier
Queria ser dono do mundo
E se elegeu Pedro II
Das estradas de Minas
Seguiu pra São Paulo
E falou com Anchieta
O vigário dos índios
Aliou-se a Dom Pedro
E acabou com a falseta
Da união deles dois
Ficou resolvida a questão
E foi proclamada a escravidão
E foi proclamada a escravidão
Assim se conta essa história
Que é dos dois a maior glória
Da. Leopoldina virou trem
E D. Pedro é uma estação também
O, ô , ô, ô, ô, ô
O trem tá atrasado ou já passou


Pros preguiçosos feissibuquianos que só conseguem curtir linki, um aviso: o vídeo é bem curtim.

Neste vídeo aí embaixo, que vale a pena ser visto porque há diversas falas do próprio Sergio Porto, dá pra se ter a dimensão do que foi um grande autor, na verdade desdobrado em dois grandes autores: Sergio Porto e seu heterônimo, Stanislaw Ponte Preta. Ele está com 92 anos.

Stanislaw Ponte Preta
Sérgio Porto
11/01/1923
Natural:
Rio de Janeiro – RJ
29/09/1968

Em uma próxima coluna, revelo mais coisas sobre Sergio Porto, um autor que merece ser conhecido, principalmente pela meninada aí das redes soxuais (Oswaldo Oleari).

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