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tera, 16 de julho de 2019

Poesia todo dia – Um poema de Linfolf Bell – seleção de Valério Fabris

Leia minhas mãos:
encontrarás laços de
afetos e perdas
entre os traços
Leia meus olhos:
acharás a luz
quando te vi
a primeira vez
Leia meu corpo:
um livro riscado, rabiscado,
páginas em branco e propósitos vazios,
e, finalmente, nada mais que destino comum








Leia meus cabelos:
ali feito de tudo
o retrato, que embranquece
falado e mudo
Leia minhas rugas:
acharás na obra
restos de arrogância
e o tempo que sobra

(Lindolf Bell,
catarinense, 
Timbó, 2.11.1938/ Blumenau, 10.12.1998).




Pitaco do Oleari



Leio trezenas de vezes as poesias selecionadas ou enviadas ao Portal DOPC para Poesia todo dia, sessãozinha que criei como prévia de um projetim que vai pintar na programação da Rádio Clube da Boa Música – Rádio CBM, Primeira Classe, de A a Z – que, na verdade, será um projetaço.

Leio, repito, trepito, para descobrir o que será talvez uma boa ilustração. Ás vezes, levo um tempim arrumado pra chegar a uma conclusão.

E niquiqui não chego – ou não me convenço – “entrego pra jesus”, como se diz pelaí e parto pro tudo ou nada.

Às vezes peço um relpi ao meu tutor intelecquitual, o prezado e letrado Rubens Pontes. Vamuvê se deu certo e se aprovam a de agora, do poeta Lindolfo Bell, que conheci e li no século passado, mas depois esqueci. Graças ao querido Valério Fabris, resgatei um tiquim do Bell (Oswaldo Oleari).

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