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domingo, 25 de fevereiro de 2018

Rubens pontes comenta Poesia todo dia e cita Florbela, Quintana, Alex Kruger e Andra

Pitaco do Oleari

Meus diálogos com o parceiro Rubens Pontes geralmente são cercados de questões que formulo para provocá-lo. Não sem razão. Bebo dos seus ensnamentos e me delicio com seus textos, sempre ricos de elegância, erudição e bom gosto. Aí está mais um exemplo dos nossos entreveros.

Ele, um mestre, me trata como tal indevidamente, claro (Oswaldo Oleari).

Leiam Rubens Pontes
daqui prabaixo

– Mestre Oleare

Se eu fosse congressista, mas membro de um Congresso sadio, eu apresentaria um projeto de lei sem admitir emendas
Mais ou menos assim:


Artigo único 

– Fica absolutamente proibido tecer críticas sobre produções poéticas.

Jutificativa

Mário Quintana ditou para que todos entendêssemos “que a gente aceita à primeira vista ou não aceitará nunca: a poesia é o mistério evidente”.


E há um soneto da poeta dos meus amores, Florbela Espanca, cuja primeira quadra é como uma oração rezada no altar barroco de uma igreja das Gerais:

“Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino do Aquém e de Alem Dor!”

Nada digo, pois, que bobo não pretendo ser, senão que gostei da mensagem contida no poema de Alex Krüger. Ele vai direto à fonte buscar água para ungir seu coração. Parece ter escrito o poema como um compositor batendo compasso, com ritmo e cadência.

A “nossa” Andra Valadares voa cada vez mais alto. Faz versos como quem respira; sem eles, não há vida para ela. Sorte nossa.

Mais ou menos a propósito do que defende a super star, Anderson Nunes registrou:

“Poesia, segundo o modo de falar comum quer dizer duas coisas:
– a arte, que a ensina, e a obra feita com arte; a arte é poesia,
a obra o poema, o poeta o artífice” (Rubens Pontes).




Rubens Pontes 
é jornalista

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