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segunda, 20 de novembro de 2017

Diagonal – Oswaldo Oleari; o Clube dos Legais; os Soares convidam; eu quero ser Manoel de Barros




“Clube dos Legais”

O jornalista Hélio Dórea chama o time aí de Clube dos Legais.

Hélio me convidou para esse encontro em que tive grande prazer de rever colegas que fizeram muito na imprensa do Espirito Santo.

Da esquerda para a direita: Marílio Cabral, Deni Almeida Conceição, este colunista, Hélio Santos, Eleison de Almeida, Adam Emil Czartoriski, Hélio Dórea e Esdras Leonor.

Esdras Leonor, sempre tratei como meu primeiro professor de rádio, pois foi ele que me ofereceu as primeiras oportunidades na Rádio Vitória, de onde era o Diretor. Esdras foi um dos renovadores do rádio capixaba.

Todos, convivemos ao longo dos anos, alguns trabalhando juntos, outros, separadamente. Foi uma bela tarde na casa de Hélio e Regina Dórea, onde rolaram muitos registros, muitas histórias, inclusive algumas impublicáveis. Encontros assim tornam-se inesquecíveis. Gracias, aos colegas de longas jornadas.

Os Soares convidam

A Rodovia Castelo a Iúna via Muniz Freire passa a se chamar Rodovia Jair Ribeiro Soares, o chefão do clã dos Soares de Muniz Freire.

Maria de Lourdes, a mãe, e “os meninos”  Ronaldo, Renato, Jair e Robson, nos convidam para a inauguração da placa sábado às 11 horas no quilômetro 1. Detalhes no convite aí em cima.

Conheci toda a família através do Renato Viana Soares, que sempre chamei de Renatov, no cursinho e no Curso de Pedagogia da velha FaFi. Um teórico comunista, jovem, já um pensador brilhante, tornou-se velho jovem integrante do Grupo dos 11 de Leonel Brizola, em Muniz Freire.

Custô poquim prus homi enjaulá ele num confortável quarto do antigo Quartel do Corpo de Bombeiros do Parque Moscoso, onde o visitava regularmente. Além de mandar para ele todos os dias um exemplar do combativo Correio da Manhã, sempre resistente à ditadura. 

Foi lá que fiquei sabendo que nos meus tempos de brava coluna Diagonal em A Gazeta e de aguerrido butecólogo militante em todo o roteiro disponivel de cupu sujo, biroscas, butecos e bares da hora, dois homens do DOPS, o velho Departamento de Organização Política e Social, me seguiram exaustivamente.

Eles tentavam me pegar de qualquer jeito, em virtude da escrevinhação muito porretaça que praticava na coluna do velho jornal da rua General Osório. 

Acho que um dia qualquer, os homi chegaram à conclusão que eu não era um terrível comunista cumedô de criancinha e qie também não tinha vocação para padre da igreja católica de Boston, nos isteitis.

Estudamos juntos, chegamos a trabalhar juntos um período, sempre cultivamos o hábito de conversar muito, ele na dele, eu na minha. 

Convivemos como bons irmãos e nos mantivemos amigos para sempre, até sempre. Tanto, que até coragem ele teve um dia de me convidar pra escrever a zoreia de um livro dele sobre essa coisa que se chama mídia e o roleteio da história. 

O que, a propósito, me gratificou muito. Sempre imaginei escrever um livro chamado “Da Rua da Lama (*) para o mundo e para fora do mundo”.

Como o livro não saiu, contento-me por ter escrito pelo menos uma zoreia de livro.

O Jairzim só não disse o buteco onde vamos bebemorar o importante evento, em memória do Seu Jair, com quem vimos certa vez um jogo no Morumbi em São Paulo, numa tarde de inverno em que pastei de frio. Noviço na pauliceia, fui pro estádio de camisa de manga curta.

(*) Rua da Lama, onde nasci em Colatina. Para o mundo porque fui parar na inferneti, essa doidera de mudernidadi.

Tô vidrado em 
Manoel de Barros

Confesso que tinha lido quase nada desse poeta. Fui ver mais coisas dele, depois que ele viajou para as paragens do palavreio eterno.

Se eu tivesse sido poeta, gostaria de ter sido um Manoel de Barros. O cara teve o poder de dizer as coisas de uma forma graciosa, sutil, que soa bem a meu zouvidos. 

Fiquei encantado ao ler:
– “Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas)”.

E a emoção pelo elogio de iimbecil. Ahhh, se não fosse o imbecil que sou, gostaria de ser um Manoel de Barros (Oswaldo Oleari).

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