Menu

tera, 21 de novembro de 2017

Função paterna: amor e limite

Com a proximidade do Dia dos Pais, comemorado no segundo domingo de agosto, vale destacar a importância da função paterna no desenvolvimento social e emocional dos filhos.

Dar amor, carinho, afeto, apoio, auxílio e conselhos. Esta é a principal função de um pai para com os seus filhos. Ao cumprir este papel primordial, o pai demonstra amor e proteção e, ao mesmo tempo, oferece segurança e confiança aos seus filhos. A figura paterna, enquanto promove este suporte emocional, também diz os primeiros nãos. Esta é a segunda, e não menos importante, função do patriarca da família.

De acordo com o psicólogo Antônio Elmo, Mestre em Psicologia Social e Diretor da Clínica de Psicologia Antonio Elmo, o papel do pai deve ser duplo. 

– “O primeiro é dar amor e tudo o que advém deste sentimento, como carinho, apoio, afeto, ajuda. O segundo é mostrar que existe lei, limites, que a sociedade se faz com ordem e organização. Isto faz com que o filho possa ter obediência, compromisso, respeito e seriedade. Assim se forma um ser humano”, explicou. 

Ao desempenhar estas duas importantes funções, o pai coloca limite e permite a inserção social da criança, possibilitando o desenvolvimento da identidade do filho enquanto ser único, independente.

Embora as funções de pai e mãe se complementem, o psicólogo esclarece que eles têm papeis distintos dentro da organização familiar. 

– “O pai é aquele que traz a lei e amor para dentro de casa, Enquanto a mãe está cuidando dos aspectos afetivos, sociais, da interação. A mãe apresenta os filhos ao mundo do ponto de vista do amor humano, enquanto o pai está apresenta o mundo ao filho como uma sociedade organizada. Ele é este ‘apresentador’, e a partir do seu próprio modelo de comportamento, ensina ao filho que, se ele agir de acordo com as leis naturais, ele será feliz e fará o outro feliz também”, destacou Antonio Elmo. 

Desta forma, enquanto encoraja e acompanha a criança nesta tarefa de encarar e conhecer o mundo, o pai também apresenta os limites, apontando o que pode e o que não pode, transmitindo ao filho os valores éticos e morais.

Por ser uma tarefa essencial e de muita responsabilidade, que irá contribuir para a evolução, formação e crescimento da criança, a ausência desta função paterna pode interferir no desenvolvimento de um filho. 

– “Uma das coisas mais tristes que se possa ver é um pai omisso. Quando isto acontece, alguém naturalmente assumirá este papel, podendo ser um tio, um irmão mais velho, um avô, mas se isto não acontecer, infelizmente, outros menos preparados assumirão esta função, como, por exemplo, colegas de rua imaturos, tanto quanto aquele jovem, ou até mesmo a bandidagem. Sem referencial paterno, a criança sente esta lacuna e pode caminhar para o mundo da delinquência, pois a lei não está colocada para ele, então, possivelmente, ele ache que possa qualquer coisa”, enfatizou o psicólogo.

Já para os papais de primeira viagem, o psicólogo deixa a dica: “observe os pais que deram certo, seja na sua família ou na sua vizinhança. Seja um pai atual, moderno, mas também compreendendo o que seus antecedentes fizeram e que foi positivo”, disse.




Antonio Elmo,
Mestre em Psicologia Social e 
Diretor da Clínica de Psicologia Antonio Elmo


Enviado por Letícia Passos

Comentários