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sexta, 17 de novembro de 2017

Sucesso de público em Pedra Azul, D. Martins, Cine Vídeo vai agora a C. Grande, Cariacica

Cinema itinerante leva o melhor do curta-metragem nacional para o público capixaba


Iniciado no último final de semana em Pedra Azul, Domingos Martins, o 21º Vitória Cine Vídeo Itinerante segue pelo Espírito Santo exibindo filmes para todas as idades. 

Nesta quarta-feira (21), é a vez de Campo Grande, em Cariacica/ES, receber a terceira sessão desse circuito audiovisual que vai até o próximo dia 24 de outubro. A programação conta com curtas-metragens brasileiros recentemente produzidos nos gêneros animação, ficção e documentário. Todas as exibições são gratuitas, têm início às 20 horas e são realizadas em praças, ruas e outros espaços ao ar livre.


Ainda esta semana, a Vila de Itaúnas, em Conceição da Barra, recebe a sessão do 21º Vitória Cine Vídeo Itinerante, na sexta-feira (23). O balneário de Manguinhos, na Serra, sedia a exibição de encerramento no sábado (24).


Curtas-metragens na telona
Fazem parte da seleção de filmes a produção amazonense Se Não…, de Moacyr Freitas, ficção que aborda o imaginário infantil sobre o velho do saco. Vindo do Rio de Janeiro, o curta A Culpa é do Neymar, de João Ademar, é outra ficção e tem como personagem Jair, um botafoguense fanático que entra em delírio ao descobrir que o filho torce pelo Santos. À Festa. À Guerra, de Humberto Carrão Sinoti, é mais uma ficção do Rio de Janeiro que propõe um olhar crítico sobre a política de uma cidade em meio ao carnaval. A animação Até a China, de Marcelo Marão, é outra produção fluminense cujo personagem vive aventuras e estranhamentos durante uma viagem para a China. O curta que fecha a seleção é o capixaba Insular, de Tati W. Franklin, documentário que lança um olhar sobre o modo de vida de uma família que mora em uma ilha.


Para cada uma das sessões do Vitória Cine Vídeo Itinerante, é recriada uma sala de cinema com equipamento de projeção e de som adequados. Ao final das exibições, o público  ainda vota no filme favorito. Para alguns espectadores, essa será a primeira vez que assistirão a um filme na telona, já que algumas exibições acontecem em localidades que não dispõem de cinema. Além, de ser um excelente lazer cultural, contribui com a democratização e com a formação de plateias para o cinema nacional.

Abertura nas montanhas capixabas

A primeira sessão da mostra itinerante foi realizada no último sábado (17), em Pedra Azul, município de Domingos Martins/ES, com a exibição do longa-metragem “O Sal da Terra”, documentário de Juliano Salgado, que esteve presente no evento, e de Wim Wenders, sobre o fotógrafo mineiro Sebastião Salgado.


O 21° Vitória Cine Vídeo Itinerante é uma realização da Galpão Produções e do Instituto Brasil de Cultura e Arte (IBCA), e conta com o patrocínio do Ministério da Cultura, através da Lei de Incentivo à Cultura, do Governo Federal, da Petrobras, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Caixa Econômica Federal e da Rede Gazeta. Essa iniciativa também conta com a parceria da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo, com o apoio cultural do Instituto Sincades e com a parceria das prefeituras locais.


21° Vitória Cine Vídeo Itinerante
ROTA
21/10 – Campo Grande – Cariacica (na Praça Central)
23/10 – Itaúnas – Conceição da Barra (em frente à Igreja de São Sebastião)
24/10 – Manguinhos – Serra (na Praça de Manguinhos)


IMPORTANTE: todas as sessões acontecem às 20 horas e são abertas ao público
PROGRAMAÇÃO


Se Não… (Ficção / 16 minutos / Amazonas / 2015 / Classificação Livre), de Moacyr Freitas. 

Sinopse: Zé Ninguém é o velho do saco, que vive no imaginário das crianças daquela cidadezinha do interior. 

João, Juca, Guilherme e Marquinhos, em suas brincadeiras do cotidiano, estão sempre às voltas com o tal Zé Ninguém e, na casa da arvore, esse é o assunto que domina a roda de conversa. 

Um dia, o sumiço do robô de Guilherme, faz com que ele acuse João de ter pegado o robô, pois João o cobiçava. 

Mas João se limitava a falar que foi o velho do saco. Passado alguns anos os colegas se separaram, mas Guilherme ainda tem aquela duvida se foi o João ou não, quem pegou o tal robô. 

Já como médico, Guilherme é chamado para atender a uma urgência, e ao se deparar com o corpo de um desconhecido, ele passa a reviver todas as suas lembranças de infância.


A Culpa é do Neymar (Ficção / 10 minutos / Rio de Janeiro / 2015 / Classificação Livre), de João Ademar. 

Sinopse:  o curta, que se passa no ano de 2011, apresenta a história de Jair, um botafoguense fanático que entra em delírio ao descobrir que Túlio, seu único filho, influenciado pela Neymarmania, passou a torcer pelo Santos. 

Nesse contexto, Sandra, sua esposa, buscará todas as alternativas para trazer o marido à razão e restaurar a paz familiar.


À Festa. À Guerra (Ficção / 17 minutos / Rio de Janeiro / 2015 / Classificação Livre), de Humberto Carrão Sinoti. Sinopse: um prefeito de uma cidade que está passando por muitas greves e manifestações assume uma estratégia para atrair investimentos: encomendar de uma escola de samba do carnaval do Rio de Janeiro um desfile que fale de sua cidade. O que ele não sabia e agora parece intuir é que o carnaval não é somente festa e alegria.


Até a China (Animação / 15 minutos / Rio de Janeiro / 2015 / Classificação Livre), de Marcelo Marão. Sinopse: Fui pra China só com bagagem de mão. Na China os motociclistas usam casaco ao contrário e os restaurantes servem cabeças de peixe, lagostins e enguias. A funcionária do evento estuda cinema e gosta de filmes de Kung Fu. Comprei pés de galinha embalados a vácuo.
Insular (Documentário / 16 minutos / Espírito Santo / 2015 / Classificação Livre), de Tati W. Franklin. Sinopse: “Nenhum homem é uma ilha, completo em si próprio; cada ser humano é uma parte do continente, uma parte de um todo.” (John Donne). 

Curta-metragem que convida o espectador a imergir o olhar no modo de vida de uma família que mora em uma ilha. É um filme de significado livre, cabe ao espectador preenchê-lo e permitir a experiência do contato com esse universo.

Paulo Gois Bastos é jornalista
Comunicação Galpão Produções / IBCA
+55 27 3327-2751 / 98134-6831

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