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quarta, 18 de outubro de 2017

Diagonal: Helena Sardenberg abre exposição; ato combate violência contra a mulher; The Outs convida prum rock

Diagonal,
coluna do Oleari

A brasileira Helena Dias Sardenberg mora em Los Angeles. No Brasil, seu ateliê fica em Pedra Azul, Domingos Martins/ES.

Texto da Curadora
Neusa Mendes

Helena Dias Sardenberg é brasileira, nasceu no Espírito Santo, mas vive há muitos anos em Los Angeles (EUA). Seu ateliê no Brasil está localizado em Pedra Azul, município de Domingos Martins/ES. 

Patrimônio natural do Espírito Santo, Pedra Azul é famosa em especial pela famosa Pedra Azul – formação rochosa de granito com 1.822 metros de altura. 

O incrível trabalho splash-making de Dias Sardenberg explora, de forma travessa, os limites do surrealismo através de uma colagem espontânea e humorística (sobretudo com tecidos intrincados de quimonos japoneses vintage), criando uma abundância anacrônica e inventiva. 

As obras misturam técnicas de pintura em acrílico, além de sedas centenárias e outros materiais em recortes e sobreposições. A maioria de suas telas é de grandes dimensões. 

Personagens da atualidade, como Dercy Gonçalves, Seu Jorge e Amy Winehouse, além do deserto californiano, o clima de Cannes e o convento da Penha, no Espírito Santo, são temas ou vivências que permeiam a obra da artista. Figuras eróticas, principalmente femininas, também têm grande espaço nas criações de Dias Sardenberg. 

– “Nos trabalhos maiores eu tenho de criar as personagens, e elas têm de funcionar bem juntas, todas elas precisam estar em cena. Ao me limitar estritamente ao tecido do quimono, tive que ampliar minha criatividade. E senti mais liberdade. Para mim, Mocambo exemplifica a liberdade da sensualidade”, afirma Sardenberg.

Foi durante a temporada nos Estados Unidos que a artista adquiriu antigos quimonos japoneses, um dos principais materiais que compõem suas telas. Sua obra já foi publicada em grandes revistas americanas, como a FLAUNT, e no Brasil já recebeu uma grande exposição no Parque Ibirapuera, no ano de 2004, com curadoria de Emanoel Araujo, diretor do Museu Afro Brasil.

Shamin M. Momin (*) – chefe da organização de arte sem fins lucrativos Divisão Nômade de Los Angeles (LAND) e curadora auxiliar do Museu Whitney de Arte Americana (co-curadora das edições de 2004 e 2008 da Bienal Whitney) – fala do trabalho de Sardenberg: 

– “O trabalho contém similaridades intrigantes ao de Wangechi [Mutu] – a colagem de imagens de recortes e a abordagem adesiva, uma acumulada junção de corpos e rostos que, invariavelmente, carrega um teor de violência até nas mais sensuais e sexuais das imagens”.

(*) – Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Católica de São Paulo (2004). Professor.

Segundo Ato de Solidariedade no 
combate à Violência contra a mulher

Enviado por Silvia Magna


A capital brasileira com mais homicídios de mulheres é Vitória (11,8 por 100.000). 


Discutir o crescente quadro de violência contra a mulher no Espírito Santo, analisar as políticas públicas atuais no combate a esse mal e propor novos caminhos para esse tema são os objetivos do Segundo Ato de solidariedade no combate à violência contra a mulher, próximo dia 26, quinta-feira, de 8 às 12 horas, na Assembleia Legislativa, em Vitória/ES. 

O ato é promovido pela Secretaria Nacional de Políticas para a Mulher, do Partido Solidariedade e contará com a participação de autoridades, lideranças políticas e militantes da causa, de todas as regiões do estado. 

O evento marca a semana de enfrentamento à violência contra a mulher e acontece um dia após o Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher. As palestras terão início às 8 e terão a participação da presidente da Secretaria Nacional do Solidariedade Mulher, Eunice Cabral, entre outros convidados.

Após o ciclo de palestras, um ato simbólico tomará as ruas do centro da Capital, para marcar a importância do combate à violência contra a mulher. 

Para saber mais: 

De acordo com os dados coletados pela Central da Mulher na Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, o Espírito Santo é o recordista em homicídios de mulheres, com 8,6 casos por 100.000. 

No mapa mundial desse tipo de violência, o Brasil ocupa a quarta posição, ficando atrás de países como Rússia, Guatemala, Venezuela e El Salvador. No período analisado no estudo (2003-2013), apenas seis unidades da federação conseguiram reduzir seus indicadores de homicídios contra mulheres: 

– Amapá (-5,3%), Rondônia (-11,9%), Pernambuco (-15,6%), Rio de Janeiro (-33,3%) e São Paulo (-45,1%) e Mato Grosso (-16,6%). 

A capital brasileira com mais homicídios de mulheres é Vitória (11,8 por 100.000). 43% das mulheres em situação de violência sofrem agressões diariamente; para 35%, a agressão é semanal. 

Em 2014, do total de 52.957 denúncias de violência contra a mulher,51,68% corresponderam a denúncias de violência física , 31,81% de violência psicológica , 9.68% de violência moral ,1,94% de violência patrimonial, 2,86% de violência sexual, 1,76% de cárcere privado e 0,26% envolvendo tráfico. 

Dos atendimentos registrados em 2014, 80% das vítimas tinham filhos, sendo que 64,35% presenciavam a violência  e 18,74% eram vítimas diretas juntamente com as mães.

Serviço:
2o. Ato de Solidariedade no combate à Violência contra a mulher
Data: 26 de novembro, de 8 à 12 h,
Local: Auditório 2 – Assembleia Legislativa do Espírito Santo
Informações: (27)99771 3500 / 3067-0777

Silvia Magna é jornalista

Banda The Outs 
convida prum rock

Enviado por Terezinha Calixte

Uma das mais elogiadas bandas do novo cenário rock do Brasil faz show inédito e exclusivo no dia 11 de dezembro no Liverpub Vitória: The Outs!. Muito rock, psicodelia e surpresas nesta noite especial! Entrada (meia): R$ 20 (até 23h) e R$ 25 (depois das 23h). CENSURA: 18 anos. Obrigatória a apresentação de documento oficial na portaria.


trocatroca com a coluna e o Portal DOPC
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