Menu

quarta, 13 de dezembro de 2017

Diagonal – Almoço com a famíla de Vó Ana Coco Fontan em Conceição do Castelo/ES

Diagonal,
coluna do Oleari


Nota da redação: a revisão panguou feio e deixou passar “turba” onde deveria estar “burka”, que é aquele trem quias muié da região são obrigadas a usar pratapá o rosto.


Pensei em abrir a cronicascatinha com a foto de Vó Ana com os filhos. 

Mas, uma ficha me caiu e indicou que talvez fosse apropriado abrir com os dois extremos da família: Vó Ana Coco Fontan e Isabela, a bisneta mais novinha, filha de Juliana e Eber. Se concordam, podem “curtir” adoidado.

Vó Ana e os filhos. Em pé, Marli e José Coco Fontan. Sentadas – Maria Elvira e Márcia.

Em nome da saúde, do afeto, da boa convivência, um velho conceito recomenda: seja feliz entre pessoas queridas.

Pois foi uquiqui aconteceu domingo passado num encontro memorável na casa de Vó Ana Coco Fontan em Conceição do Castelo, um lugarzim de que sempre gostamos muntchio.

Conceição do Castelo só nunca deu sorte politicamente, mas é uma terra de gente maravilhosa, afetuosa, que recebem muito bem os forasteiros e os deixam sempre com aquele gostim de “este é um lugarzim pra gente voltar”.

Conheço a família Coco Fontan há uns oitocentos anos. Convivemos, fizemos festa, fomos a festas, bebericamos, comericamos, ouvimos histórias.

Vó Ana cercada pelos netos.
Em pé: Carolina, Jenifer, Ana Maria; sentados – Camila, Juliana e Marco Aurélio

Vó Ana e os bisnetos, abaixo. Em pé: Ana Júlia e Pedro. Sentados: Isabela no colo de Bruno, Alice e Maria Clarice


E não por acaso, em Conceição do Castelo saboreamos há muitos anos o delicioso macarrão feito por Vó Ana, a sábia matriarca da família que aprendeu os segredos da boa cozinha com quem sabia.

Vó Ana e os “agregados”, abaixo. Em pé, Maicon e Eber. Sentados: Gisele, Jones e Clara.

Como os núcleos da família tomam rumos diversos no findiano, filhos, netos, bisnetos e agregados decidiram fazer uma almoço especial com Vó Ana para começar “os trabalhos” do mês de dezembro – um mês em que quase não cabem tantas reuniões diversas.


Os “penetras”


Énois. Os únicos não Coco Fontan do churrasco muito caprichado, servido pela Camila e pelo Maicon


Camila e Maicon (abaixo) vão se casar no começo de 2016 e nós, na maior cara de pau, já aceitamos o convite pro casório, antecipadamente. 

Alguém cochichou baixim que, na 

verdade, o Maicon serve o churrasco aos convivas, mas quem tem a “manha” de tratar as carnes é a Camila. E ainda teve um “veneno”:

– O Maicon se deu bem…

Pouco antes de todos se reunirem para começar “os trabalhos”, na sala em baixo houve um “oba oba” em coro, bem alto, e eu perguntei:

– Uquiqui aconteceu lá embaixo? Já começaram a festa?
O Zé Coco respondeu:

– Com certeza, foi a mana Maria Elvira que chegou com o torresmo.

E era memu. Logo, Maria Elvira chegava com um torresmo e daí prafrente foi um croquecroque e a tijela ficou cheia de dedos.

O José Coco e eu logo vimos que não ia sobrar torresmo sobre torresmo. Pegamos um pratim e separamos uma pequena ração para saborearmos junto com o feijão tropeiro, modelo “made in Ibaiba”. 

Por via das dúvidas acertamos com a Maria Elvira que horinha dessas a gente vai inventar um trem qualquer pra dar um chego a Ibatiba, onde a moçada anda fazendo um bom trabalho comunitário na área cultural, segundo me confirmou o Eber.



Papa de abóbora
A Camila anunciou que depois ia ter uma sobremesa especial. 

E perguntou bem alto: 

– “alguém aí já experimentou papa de abóbora?”

Ninguém respondeu que sim. Em seguida ela perguntou se alguém queria experimentar. Como sempre fui de isprimentá diumtudu – pois minha mãe Dona Leó assim minsinô, além de ter sido uma excelente cozinheira – me apresentei de primeira. 

Ahhh, papa de milho eu já comi um zilhão. Pamonha de milho, idem. mas papa de abóbora?

Vó Ana Coco Fontan, também uma alquimista que sempre apreciou brincar com temperos e condimentos e de pesquisar, criou a papa de abóbora, que teve gente que comeu até mais do que devia (kkkkkkkkk).

Lena Mara e Gisele (que vai desfilar de burka no Catá, onde é aviador um parentre da família), que gostam de cozinhar umas coisinhas, ficaram de butuca e anotaram as explicações de Vó Ana.  Vão experimentar fazer.

Por via das dúvidas, já deixei combinado com Vó Ana que horinha dessas eu e o Zé Coco vamos levar uma abóbora (japonesa) orgânica e todos os ingredientes pra ela fazer uma gamelinha pranois.

Fechando com a Isabela, que aproveitou muito a reunião mais do que agradável e inesquecível, e que, como uma autêntica Coco Fontan, todos muito inteligentes e muito afetivos, certamente continuará encantando as gerações na ativa e será uma digna representante de seus ancestrais (Oswaldo Oleari – agradecido pelo ótimo dia com os Coco Fontan. E meu gimeil tá aí embaixo, ó, por via das dúvidas).

trocatroca com a coluna: [email protected]

Comentários