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segunda, 28 de setembro de 2020

Rubens Pontes: a “análise esportiva” da LFT, empresa do filho do ex-prisidenti

– “Caro Oleare,

Já na terra, usufruindo o ar iodado de Manguinhos.
Durante a viagem de retorno, num vôo sem nenhuma
turbulência – contraponto ao que se passa em Brasília –
li uma matéria sobre a “análise esportiva”, trabalho pelo qual
um dos filhos do ex-presidente Lula recebeu 2 milhões
e 500 mil reais da empresa de lobby Marcondes & Mautoni,
envolvida na “Operação Zelotes” da PF.

Abraço. Ruben”.

– A história quase todo mundo tomou sonhecimento. LFT, empresa de Luis Cláudio Lula da Silva (foto), “produziu” um estudo para Marcondes & Mautoni sobre implantação de um centro de de exposição numa cidade do interior
de São Paulo. Segundo o filho do ex-presidente, trabalho “um trabalho de consultoria sobre marketing esportivo”
com vistas às Olimpíadas de 2016.
Contradições à parte, a LFT apresentou à Polícia
Federal cópia do trabalho realizado pelo qual recebeu
o pagamento de 2 milhões e 500 mil reais.

Trecho do relatório da LFT:

– “É a principl obra da Olímpiada e será palco para 16
moalidades. O Rio considera que esse será o principal legadodos jogos na cidade. Previsão de conclusão da obra completa: 1º trimestre de 2016″.

Texto de reportagem da BBC Brasil, sobre o mesmo assunto:

– “É a principal obra da Olímpiada e será palco para 16modalidades. O Riuo considera que esse será o principal legado dos jogos na cidade. A previsão deconclusão da obra completa: 1º trimestre de 2016″.

O estudo cita o Stade de France como exemplo de gestão:

– “… um estadio verdadeiramente nacional e aproveitá-lo muito além do futeból”.

A mesma análise do site Trivela, de 5 de maio de 2014:

– “o Stade de France serve de exemplo … um estádio
verdadeiramente nacional e aporoveitá-lo muito além
] do futebol”.

Esse aproveitamento de publicações, sem maior cuidade
e sem nehum pudor,se repete em toda a extensão do documento
encaminhado à PF para comprovação de serviços prestados
à empresa lobista.

Nem plágio é. Trata-se de cópia ipsis literis de material
já publicado na internet, em jornais e revistas brasileiras.

A “Veja” de 9 deste mês realiza completa e arrasadora matéria
sobre o assunto.

Lendo a matéria da revista, a conclusão a que se chega
é uma só: mesmo que o relatório fosse autêntico, pelo
primarismo do seu conteúdo, nunca valeria a milionária cifra
por ele pago (Rubens Pontes).




rubens pontes 
é jornalista

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