Menu

domingo, 20 de setembro de 2020

Rubens Pontes: O Natal de Guimarães Rosa

Afinal, amigo Oleare, hoje é sábado, e a leitura de Guimarães Rosa ilumina mais do que esse esplêndido sol que vejo tocar o mar, tão azul quanto ele, até as bandas do infinito.

E aí fico matutando: como privar meu caríssimo companheiro de sentir, mais do que ler, esse esplêndido poema do maior escritor brasileiro dos últimos 50 anos? Guimarães Rosa não deu título ao poema e eu me pergunto: quem daria?

Preguiçoso fim-de-semana. Rubens”. 

– Cordisburgo, Minas Gerais, 27 de junho de 1908 
/ Rio de Janeiro, 19 de novembro de 1967 959 anos)




NÃO MUDAMOS

NEM O NATAL

SÓ O MUNDO É MUDANÇA

FEITO A ESPERANÇA

COMO NUM SONHO O SINO.


O MENINO

FACE A FACE

DO OCULTO RENASCE.

DESFAZ ERRADA REALIDADE

NATAL TÃO MAIS REMOTO QUE O PASSADO


ÍNTIMO MAIS QUE O PRESENTE

QUE O PENSAR E O SENTIR DA GENTE

SÓ IGUAL AO FUTURO

AMOR RECOMEÇADO.




rubens pontes
é jornalista

Diretor de Conteúdo
do Portal DOPC/Rádio CBM

Comentários