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quarta, 13 de dezembro de 2017

Pedro Oleare Trio, Jazz e MPB na Orla de Camburi; Postais do Espírito Santo; A banalização do mal, por Izabel Mendonça – Diagonal –

Diagonal, 
coluna do Oleari


Pedro Oleare Trio no Jazz da Orla

Jazz, blues e música brasileira

Nesta terça feira, 19/1

No Quiosque 3
orla da Praia de Camburi
Av.Dante Michelini (altura do clube dos Oficiais), Vitória/ES.

A partir das 20 horas
Couvert: 6 reais

Serviço
Exposição “Postais do Espírito Santo – Acervo do Monsenhor Jamil Abib”
Abertura: 19/01, às 19h
Local: Espaço Cultural do Palácio Anchieta, Centro de Vitória
Visitação: de 20/01 a 17/04/16
Horário: de terça à sexta:  das 9h às 17h
Sábado, domingo e feriados:  das 9h às 16h
A banalização do mal
Por Izabel Mendonça
O texto é grande, eu sei, aliás sempre dizem que escrevo muito, mas não tem como colocar isso tudo em três linhas..
Desde que voltei a morar aqui em Lisboa, tenho procurado não ler sobre a política do Brasil (meu país), inclusive do meu Estado. A política sempre fez parte da minha vida desde que me percebi gente. Ai, quando me formei, foi um pulo para escolher a Política como tema principal.
Mas, meus amigos, confesso que ando cansada de ler sempre as mesmas notícias, cansada de ver o povo reclamando, apontando, falando, escrevendo, e pior, sem forças para fazer alguma coisa que mude de fato essa situação.
O PT conseguiu. Dilma conseguiu. Juntos, eles afundaram o Brasil, cuja atividade econômica caiu mais de 3% em 2015 e deve cair outros 3% este ano. Não é mais recessão, e sim depressão.
Que ninguém venha colocar a culpa em alguma “crise internacional”, pois esta inflação alta é só no Brasil mesmo, totalmente “made in Brazil”. 
Que não venham dizer, ainda, que foi algo inesperado, que o único erro do governo foi não ter visto a “desaceleração” mais acentuada, pois esse caos foi alertado pelos liberais, esta aqui inclusive.
Inflação é sempre e em todo lugar um fenômeno monetário, e quem controla as ferramentas monetárias é o governo e o Banco Central. Logo, inflação será sempre uma política de governo.
Linha amarela do Metrô de Lisboa, Portugal
Há quatro anos atrás eu morava em Lisboa, e o preço da passagem do metrô era 1.35€, e hoje (quatro anos depois) a passagem está a 1.40€. O aumento foi de (cinco cêntimos), e servem também para os autocarros (ônibus) que era 1.75 e hoje 180 €, e vejam vocês, continuo bebendo o mesmo cafezinho, por apenas 0.59€, ou seja, por aqui, por mais que queiram dizer que existe crise, a gente consegue levar uma vida digna, civilizada, comer bem, mesmo que seja com pouca grana. além disso, a gente não precisa se preocupar demasiado com a segurança, andamos nas ruas sem medo, não fico a olhar para traz como ficava ai no Brasil com medo de ser assaltada. 
Na saúde por exemplo, na primeira semana que cheguei (10 de dezembro) tive uma crise de asma, e fui parar no hospital público São José. Parafraseando o ex presidente Lula, “Nunca antes na história da minha vida” fui tão bem atendida em um hospital público. Em menos de 10 minutos eu já estava sendo medicada, e já estava em observação. Saí de lá com remédio, “bombinha” Ventilan para respirar etc.
Esses são alguns exemplos que posso dar logo de primeira no meu retorno à Lisboa. 
O Brasil, é um país maravilhoso, cheio de gente linda, somos um povo que está sempre “pra cima” a sorrir, a “começar de novo”, somos um povo que aceita outros povos, aceita e convive bem com as diferenças, mas, falta-nos o básico que é Educação, Saúde, Segurança. Somos um país onde não há punição para erros, por maiores que sejam. Os governantes ferram com tudo e depois continuam lá, como se nada tivesse acontecido. Talvez até recebam um prêmio. A lógica tem sido: aos piores, tudo, aos melhores, nada!
E o povo, por não ter educação, continua escolhendo os piores, continua se vendendo por pouco. A corrupção está no sangue. A impunidade é tanta que os marginais (inclusive políticos) ficam cada vez mais ousados, destemidos, e cada vez mais jovens também. Brincam com o dinheiro do povo, roubam quem os elegeu, destroem a confiança.
Tenho uma revolta enorme quando começo a ler os sites e jornais que antes faziam parte da minha leitura matinal, principalmente porque hoje já não posso mais fazer nada, já não estou mais no Brasil e a minha realidade é outra. Só posso desejar coragem e força! 
É a banalização do mal. Perdemos a noção do absurdo, pois o encaramos como normal (Izabel Mendonça).

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