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tera, 16 de julho de 2019

O Dia da Mulher, segundo o jornalista, poeta e escritor Rubens Pontes




O dia da Mulher – Rubens silva pontes

” – Criativo guru,
Fiquei imaginando como poderia assinalar a passagem deste “Dia da Mulher” (sob a nossa ótica) citando, por exemplo, Neruda:


– “Um homem só encontra a mulher ideal quando olharno seu rosto e ver um anjo e, tendo-a nos braços, ter as tentações que só os demônios provocam”…

…ou a ironia de Chico Anísio:

– “As mulheres estão descobrindo que mulher é bom
– coisa que os homens já sabem há séculos”…

Entendo, porém, que o tema deve ser tratado com (mais) seriedade e, para isso, que seja manifestado pela sensibilidade da própria mulher.



Uma delas é Florbela Espanca, 
que nos diz em 

Amar:



“Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui… Além…
Mais Este e Aquele, o Outro e toda gente!
Amar, amar, e não amar ninguém.

Recordar? Esquecer? Indiferente!…
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada
Que me saiba perder…´pra me encontrar…”.



A segunda mulher é a nossa Adélia Prado em

Com licença poética

-“Quando nasci, um anjo esbelto,
desses que tocam trombetas, anunciou:
vai carregar bandeira
cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar
acho o Rio de Janeiro uma beleza e,
ora sim, ora não, creio em parto sem dor
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos – dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedegree,
já minha vontade de alegria
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é dobrável. Eu sou”.


Rubens Pontes
é jornalista (entroutros títulos)

Pitaco do Oleari

Tava eu aqui – já disse isso a ele, logo que mandou a matéria – naquilo que aqui a tchiurma costuma chamar de “masturbação mental”, tentando encontrar um ideia qualquer para festejar as mulheres no seu suposto dia – aqui, achamos que dia da mulher é todo dia – niquiqui no gimeil bate a mensagem do meu tutor intelecquitual, meu reverenciado Rubens Pontes. 

Disse a ele: 
– “você não é o personagem Sassá Mutema, do Lima Duarte não, mas é também O Salvador da Pátria. Ave! Rubens Pontes (Oswaldo Oleari)

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