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sbado, 18 de novembro de 2017

Poemeto: Orlando Eller – Poesia todo dia

Poemeto

Direito à vida,
ao colo da mãe,
ao seio que verte,
ao sol, à lua, ao ar,
à candura, à água,
ao mar, à colina,
ao amor, à escola,
à fé que se põe
sem nunca se opor,
a ir, a vir, a estar,
a ser e a existir,
a olhar-se em volta,
a sentar-se na relva
e a rolar-se à sombra
para contar estrelas
ciganas da luz,
a plantar, a colher,
a se ver e a encontrar,
a dizer e a contar,
a sorrir e a gargalhar,
a amargurar-se,
a dar senso à lágrima,
a soluçar e a invocar
e a conceder o perdão,
sem migalha em troca,

a trocar sem devolver,
e a retrocar, se leve for,
aqui e ali, em vice e versa,
e a acolher sem exigir
uma permuta qualquer
por amar e viver.






Orlando Eller
é jornalista

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