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quinta, 09 de julho de 2020

Elian Ramille Guimarães, direto da Itália – Moda Muda: Imagem e seus valores

O que fazer com seu guarda-roupa? Talvez não seja só você que precisa de um analista, mas ele também! Ainda bem que eles existem!

Rendas, plissados, recorte “Império”, entre outros, são elementos que remetem ao romantismo.
• Ajuda a materializar uma imagem mais afetuosa e maternal.


Quando um cliente me procura, suas necessidades são expressadas por desejos, como: “eu quero me sentir poderoso, flexível ou sensual…etc…etc… Mas o que isso quer dizer quando aplicamos estes conceitos em imagens? É possível traduzi-los? Como dar forma aos sentimentos?

·        Decotes ou soutiens aparentes sugerem sensualidade.

•   • Sugere informalidade e disponibilidade nas relações afetivas.


Quando falamos da comunicação não-verbal, nos referimos a movimentos, gestos, ruídos ou outros elementos que nos remetem a percepções visuais. A roupa é certamente um dos mais relevantes.

Existe uma discussão a respeito da supervalorização da imagem ou aquele clichê de “quem quiser me aceite como sou!” …Ok, é um ponto de vista, mas esse discurso é válido para quem? Se todos julgamos por mecanismos conscientes ou inconscientes, qual o mal em resolver ou evitar um problema de interpretação equivocada de imagem?

Ouço relatos de pessoas que se sentem intimidadas em seus ambientes sociais, sentem-se “invisíveis” no trabalho, pouco valorizadas, etc. Minha experiência profissional me permite dizer que existem duas atitudes de como lidar com esta questão: viver na defensiva por se achar “menos”, gastando assim uma energia enorme, ou posicionar-se com segurança e ter um rendimento pessoal e profissional dentro ou maior que suas expectativas.


• Spikes metalizados e texturas mais pontiagudas sugerem um distanciamento.

• Cria uma aparência de pouca receptividade.


Lidei com casos de pessoas que não conseguiam trabalhar direito porque o pensamento ficava retido no que o outro estava pensando enquanto conversava, como: “será que está reparando na minha roupa, nos meus dentes, nos meus cabelos?”. 

Ou mesmo de casos de clientes que recebiam vestidos sensuais do marido e não percebiam que ele estava dando uma dica para a esposa do quanto gostaria de ter uma mulher mais feminina …
Bem, voltando ao raciocínio inicial, como utilizar a roupa para ter aquele valor de imagem que se pretende? 

Certa vez uma cliente me confidenciou que percebia ter problemas na sua comunicação com colegas da empresa, sentia-se muito mal e isto afetava negativamente suas relações de trabalho. 

Depois de uma conversa a respeito de sua atividade profissional e detalhes de posicionamento pessoal, cheguei à conclusão de que o fato dela ser muito tímida, cumprir suas metas antecipadamente, ser muito alta e magra, gostar de roupas estruturadas de cores muito neutras faziam dela uma pessoa quase “sem alma” perante os parceiros de escritório. Vestia-se e comportava-se de forma antipática. 

• Peças fluidas demonstram maior flexibilidade, possibilidade de negociação, abertura para diálogo.
• Rosa é uma cor que demonstra afeição. Boa cor para acalmar ambientes tensos.
• Cores mais opacas remetem a uma imagem sofisticada, discrição.


Você certamente se lembra de alguém cuja maneira de vestir a transforma em um estereótipo, que julgamos mesmo sem conhecer. Pode ser a “piriguete” do prédio, o “general” do escritório, a “patricinha” da escola, a “fresca” da loja…e por aí vai! 

Aprendi que, em matéria de imagem pessoal, as coisas, na maioria das vezes, não são como parecem ser. E essas pessoas podem estar sendo vítimas delas mesmas.

No caso da minha cliente, peças mais fluidas e pitadas de cores mais quentes, como vinho, tons de rosa, acessórios redondos, peças desestruturas sem marcações de ombros criaram uma imagem mais leve e flexível. Vocês conseguem visualizar a diferença? É tudo muito sutil, mas carregado de simbologias quase palpáveis.

Se você se identifica com essa pessoa, entenda que também é muito comum passarmos de fase, e um dia não nos encontrarmos mais em nosso espaço, nosso corpo ou em nossos novos conceitos. O ser humano é dinâmico e vive se reinventando, se reavaliando. Podemos descobrir que aquele eu de 20 anos atrás se perdeu em um novo projeto, um novo corpo ou em uma nova necessidade emocional. 

E querer reposicionar-se perante si mesmo e perante os outros pode fazer de nós pessoas incríveis, em que o movimento da vida se justifica pela necessidade de novas conquistas. 

Fique atento aos sinais e não se sinta incompetente quando descobrir que não sabe o que fazer com seu guarda-roupa. 


Talvez não seja só você que precisa de um analista, mas ele também! Ainda bem que eles 
existem!

Elian Ramille Guimarães

Figurinista, Estilista, Consultora de Imagem, Palestrante

 

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