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sbado, 14 de dezembro de 2019

Rubens Pontes: meu poema deste sabado – Júlio Dantas, “A Ceia dos Cardeais”

– “Famanaz Oleare:

O frio gostoso deste sábado em Manguinhos é um convite
ao dolce far niente, uma preguiça que não é pecado até
por ser recebida  como  um presente do céu…

Ai, cedo ainda para uma taça da água que Cristo transformada  em vinho,

leio Júlio Dantas – “A Ceia dos Cardeais” (1902) – e revivo as emoções da fala
do Cardeal Montmorency aos seus companheiros de mesa, os
cardeais Gonzaga, português, e Rufo, espanhlol:

“Eu sei, eu também sei… Recordar é viver
Transformar num sorriso o que nos fez sofrer,
Ressurgir dentro d’alma uma idade passada
Como em capela d’ouro há cem anos fechada
Onde não vai ninguém, mas onde há festa ainda…
Se eu não hei-de saber como a saudade é linda!”
Se eu não hei-de saber! – É curioso, Eminências.
Não fizemos ainda as nossas confidências,
E somos como irmãos… Tão amigos!

Uma leitura sugerida de todo o insuperável poema de Júlio Dantas. 

E um clássico do teatro português, representado pela primeira vez no Teatro D. Amélia em 28 de março de 1902.


19 de maio de 1876, Lagos, Portugal 25 de maio de 1962 (86 anos), Lisboa.

Romancista, poeta, dramaturgo

Médico, escritor professor e antigo aluno do Colégio Militar



Abraço,
Rubens.


Rubens Pontes
é jornalista

No linki abaixo, Rubens Pontes indica um trecho completo do poema de Júlio Dantas:

http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/a-ceia-dos-cardeais-j-lio-dantas-1876-lagos-1962-lisboa

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