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tera, 10 de dezembro de 2019

Alvaro Nazareth: Movimento – Governo Temer, a agonia de uma aventura que já deu



quarta-feira, 26 de julho de 201



Interrompemos momentaneamente a série de comentários sobre a decadência do futebol brasileiro para uma necessária incursão na política.



A Ipsos Public Affair, organização de pesquisas atuante em 88 países, divulgou neste 25/7 índices arrasadores para o presidente Michel Temer e sua teimosia em se manter presidente de um país que ele já não preside mais.


Segundo os dados divulgados, apenas 3% da população aprovam o governo, enquanto 94% o desaprovam e 95% não concordam com os rumos traçados para o País.

O campo da pesquisa foi levantado entre 1 e 14 de julho deste ano, acusando, portanto, o impacto da condenação de Lula em 12/7 e não o do aumento dos impostos sobre combustíveis em 20 do mesmo mês.

Também fora do período de coleta de dados, vieram as decisões do bloqueio dos bens de Lula, a suspensão do decreto de aumento dos combustíveis pela justiça federal e a manutenção do bloqueio dos bens do ex-presidente pelo TRF4, estas duas ocorridas neste 25/7.

Tudo indica, então, que os números, com as novas ocorrências, ainda possam piorar para Temer e seu total desgoverno, se é que ainda haja algo para ficar pior, e para Lula, na lambuja.

A pesquisa mostra ainda que apenas três nomes aparecem com potencial para disputar uma eleição presidencial em 2018, nenhum deles políticos tradicionais de carreira: João Dória, o menos cotado pois tem 45% de rejeição; e Joaquim Barbosa, com 33%, e Sérgio Moro, com 28%, também de rejeição.

Os demais, todos com mais de 50% de rejeição, não têm chance contra nenhum dos três acima. 

Aécio Neves com 90%, Lula com 68%, Marina Silva e Geraldo Alckmin empatados com 59% e Jair Bolsonaro com 53% (o único com perspectiva, ainda que remota) podem enfiar suas violas no saco e irem cantar, ou melhor, encherem o saco em outra freguesia.

A não ser que surja um nome novo – tempo para tal, tem, a mais de 14 meses para o pleito; falta é nome – as cartas estão na mesa.

Quanto ao Temer, está na beira de inaugurar (sua última oportunidade de inaugurar alguma coisa em seu desastrado e desastroso governo) a aprovação negativa em pesquisas junto à opinião pública.

Tipo assim: o presidente Temer é aprovado por menos de 3 % da população. Ou, reprovado por 115%.

Tenha dó.

Em tempo: a definição de presidente, assim, em itálico, é aquele presidente de mentirinha que não preside mais nada e edita atos anuláveis liminarmente; que não se dá a devida importância, porque sequer sabe o que é isso, na mesma linha dos antecessores mais imediatos.

Na sequência, voltaremos a comentar a decadência do futebol. Aliás, estamos nos especializando nesse tema: decadência.

Economista, Jornalista e Publicitário. Trabalhou no jornal O Diário, Rádio Espírito Santo, Revista Agora, Jornal da Cidade, A Gazeta e A Tribuna. Fundou a Uniarte Agência de Propaganda e dirigiu comercialmente a Eldorado Publicidade, a Rede Tribuna e o jornal eletrônico Século Diário. Foi Secretário de Comunicação da Prefeitura de Vila Velha e do Governo do Estado do Espírito Santo.

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