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quinta, 12 de dezembro de 2019

31 de Julho, Dia do Orgasmo – Falta de orgasmo tem tratamento – Leia o que dizem especialistas Romina Amarane, Celine Pedrozo e Erika Marba

…ver estrelas, subir pelas paredes, revirar os olhos de prazer.

Dificuldade ou incapacidade de chegar ao orgasmo, afeta mais de 40% da população feminina

Nesta segunda-feira, 31, comemora-se o Dia do Orgasmo. Ver estrelas, subir pelas paredes, revirar os olhos de prazer. Estas são sensações comuns de quem atinge o clímax sexual. Contudo, por mais que seja muito desejado, o orgasmo é ainda um grande tabu e uma experiência que não é vivenciada por todas as mulheres. 

A anorgasmia, ou seja, dificuldade ou incapacidade de chegar ao orgasmo, afeta mais de 40% da população feminina, segundo dados do levantamento realizado pelo Programa de Atendimento Sexual do Hospital das Clínicas de São Paulo, o Pro Sexo.

Vergonha, preocupação, falta de conhecimento do próprio corpo, trauma da infância… Podem ser vários os motivos de não se alcançar o clímax. 
Além destes fatores, a anorgasmia pode ter causas que fogem do controle emocional da mulher, como problemas hormonais, diabetes, disfunções glandulares e até por má formação dos órgãos sexuais e alterações na anatomia da pelve. 

Nestes casos, a fisioterapia pélvica pode ajudar as pessoas a recuperarem suas funções sexuais, bem como as básicas – como continência urinária e fecal.

De acordo com a fisioterapeuta obstétrica e proprietária do Espaço Vida Materna, Romina Amarante, existe tratamento para a falta de orgasmo. 

– “Em primeiro lugar é necessário identificar se a causa é fisiológica e/ou emocional. Normalmente as disfunções sexuais estão associadas a traumas e feridas emocionais, mas, na maioria das vezes, complementamos o tratamento com suporte de um psicólogo.

Na fisioterapia pélvica, realizamos exercícios físicos, conscientização corporal, reconhecimento de autoimagem, eletroestimulação e exercícios específicos na região do assoalho pélvico, que ajudam a aumentar consciência corporal, força dos músculos intrapélvicos, a melhorar a lubrificação e circulação da região vaginal, o prazer sexual e a auto confiança”, explicou a especialista. 

Segundo ela, os resultados do tratamento vão depender muito do empenho do casal. 

– “Eles têm que se dispor a serem tratados. Normalmente, vemos resultados com dois meses de tratamento com uma frequência de pelo menos duas vezes por semana”, relatou.

A fisioterapeuta pós-parto do Espaço Vida Materna, Celine Pedrozo, afirma que a técnica não atua na libido do paciente, porém melhora a irrigação sanguínea no local e, em consequência, sua lubrificação.

– “A fisioterapia conta com diversos métodos a aparelhos, como a eletroterapia, que alivia dor nas cicatrizes, fortalecendo os músculos pélvicos e melhorando a sensação vaginal; o biofeedback, que dá consciência aos músculos do assoalho pélvico, evitando contração de outros músculos, ensinando a relaxar a musculatura do assoalho pélvico; os cones vaginais, que são pesos que geram força aos músculos do assoalho pélvico; os dilatadores vaginais, que dão consciência da região vaginal; e as técnicas manuais”, explicou Celine.

A ausência de orgasmo pode atingir pessoas em qualquer faixa etária, mas, ao contrário do que possa se imaginar, há maior predomínio em mulheres jovens devido ao início da atividade sexual, onde o medo, pudor e falta de experiência podem dificultar a chegada ao orgasmo. “É importante buscar o tratamento, pois uma vida sexual ativa e saudável é essencial para manter um bom relacionamento com parceiro, bem como manter a autoestima da mulher”, destacou Romina. Normalmente, a anorgasmia é tratada com uma equipe multidisciplinar, envolvendo ginecologista, fisioterapeuta, sexólogo e psicólogo.

Outros tratamentos
De acordo com a ginecologista Erika Marba um tratamento que está em alta para o tratamento da anorgasmia é o rejuvenescimento íntimo. Realizado por um laser próprio para isso, o procedimento é indolor, e permite a restauração da vagina e do canal vaginal, alterando a anatomia da vagina, tornando o organismo mais suscetível ao orgasmo. 

O aparelho emite feixes de laser ou ondas de radiofrequência, que atingem as fibras de colágeno (fibras de sustentação da pele) e fazem que elas se contraiam, dando firmeza à musculatura da região. Com isso, o organismo da mulher torna-se mais sensível ao órgão sexual masculino.

–  “No procedimento, também pode ser realizado a contração dos lábios, tornando os menores. O tratamento dilata os vasos da região, permitindo que o canal vaginal fique mais rígido e, portanto, com maior capacidade de se lubrificar. Também estimula os receptores do clitóris, ampliando sua sensibilidade”, explica a médica.

Com Letícia Passos

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