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sbado, 26 de setembro de 2020

Aqui Rubens Pontes apresenta: Amor e revolução, por Tião Martins

Para começo de conversa, sabia falar e escrever. E, às vezes, muito bem. É provável que tenha sido um aluno desinteressado, a não ser quando o professor falava de pobreza e miséria.

Os garotos brasileiros não leram, não pensaram e nada fizeram, mas falar do velho Karl Marx lhes dá a sensação de que estão no centro da História e da revolução.

Hoje, o interesse por Karl anda sumido. Nem os petistas gastam tempo com ele. E só alguns garotos pensam que foi uma espécie de santo e mártir. Falam dele como se o conhecessem pessoalmente ou, no mínimo, soubessem quem foi, na vida real.

Deveriam conhecer melhor o revolucionário que jamais fez uma revolução, mas querem é se livrar dos livros e das ordens de pais e mães. Ler ou pensar não interessa à garotada. E os que estudam são rejeitados pela maioria, como “filhinhos do papai” ou coisa pior.

Ninguém lhes contou que Marx vivia quase sempre às custas dos amigos, esquecido da família e da necessidade de garantir a ela a comidinha de cada dia.

Escrevia para se vingar da falta de grana.

O pior é que desprezam até o Marx dos melhores momentos. Aquele que um dia escreveu as frases que se seguem e contêm mais verdade do que todo o resto:

– “Déjeme decirle, a riesgo de parecer ridículo, que el revolucionario verdadero está guiado por grandes sentimientos de amor. Es imposible pensar en un revolucionario auténtico sin esta cualidad”.

Viva o amor e abaixo os bobinhos!(Tião Martins).

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