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segunda, 20 de novembro de 2017

7ª Mostra Competitiva Nacional de Longas do 24o Festival de Cinema de Vitória exibe seis filmes




A produção recente do cinema nacional está representada na 7ª Mostra Competitiva Nacional de Longas pelos filmes “Como Nossos Pais” (SP), drama de Laís Bodanzky; a mescla de ficção e documentário “Baronesa” (MG), de Juliana Antunes; a comédia dramática “A Fera na Selva” (SP), de Eliane Giardini, Lauro Escorel e Paulo Betti; o suspense “Laura” (PR), de Jonathan Murphy; o drama “Pedro Sob a Cama” (RJ), de Paulo Pons; e o terror “Terra e Luz” (GO), foto, de Renné França.

A seleção traz filmes de diversos gêneros e estilos, em um caldo grosso de inquietação com reflexões existenciais, morais e sociais. A curadoria da Mostra Competitiva Nacional de Longas ficou a cargo de Rodrigo Fonseca, crítico de cinema titular do blog P de Pop do jornal “O Estado de S. Paulo” e colunista do site Omelete. 
Fonseca também é roteirista da TV Globo, onde participa como mediador em eventos de desenvolvimento artístico, e foi o curador do Cine PE – Festival de Cinema de Pernambuco em 2015 e 2016. É ainda autor de livros, entre eles “Meu Compadre Cinema – Sonhos, Saudades e Sucessos de Nelson Pereira dos Santos” (2005) e “Cinco Mais Cinco – Os Melhores Filmes em Bilheteria e Crítica” (2007), com Carlos Diegues e Luiz Carlos Merten.

Os seis filmes concorrem ao Troféu Vitória nas categorias de Melhor Filme (Júri Oficial), Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Contribuição Artística, Melhor Interpretação e Melhor Filme (Júri Popular). O resultado da premiação será anunciado na noite de encerramento do festival, no dia 16 de setembro.

O primeiro longa a aportar na tela do Teatro Carlos Gomes, às 21h15m de segunda-feira (11 de setembro), é “Como Nossos Pais”, estrelado por Maria Ribeiro e Paulo Vilhena. 
Escrito e dirigido por Laís Bodanzky (“Bicho de Sete Cabeças”), o filme teve sua primeira exibição no Festival Internacional de Cinema de Berlim, em fevereiro deste ano. 
Na trama da obra, um 3×4 da maturidade artística de Maria Ribeiro como atriz, assistimos a um embate de gerações que serve de pano de fundo para a abordagem de temas complexos, como a mortalidade, o feminismo e o papel da tecnologia nos relacionamentos atuais.

Na terça-feira (12 de setembro), às 20h30m, é a vez da delicadeza de “Baronesa”, um dos longas de maior apreço no coração da crítica deste ano, centrado num processo de observação (metade documentário, metade ficção) do cotidiano de duas amigas no bairro Vila Mariquinha, em Belo Horizonte. Primeiro filme de Juliana Antunes, vencedor do Troféu Barroco da 20ª Mostra de Cinema de Tiradentes e selecionado para o Festival de Marseille (França), “Baronesa” foca suas lentes em Andreia, moradora de uma favela atingida pela guerra entre traficantes.

Na sequência, a 7ª Mostra Competitiva Nacional de Longas exibe “A Fera na Selva”, às 20h30m de quarta-feira (13 de setembro). 
O romance assinado em conjunto por Eliane Giardini, Lauro Escorel e Paulo Betti é uma livre adaptação da novela de mesmo nome do escritor norte-americano Henry James e propõe uma revisão afetiva sobre desejos e frustrações, filmada no interiorzão de São Paulo.

“Laura” chega ao Teatro Carlos Gomes na quinta-feira (14 de setembro), com exibição às 21 horas. 
A trama, inspirada em uma peça inglesa, tem a maior parte dos diálogos construída por ligações telefônicas, usando a tecnologia para fazer o registro das formas de amor (e rancor) do mundo contemporâneo. Inteiramente produzido no Paraná pelo diretor britânico radicado em Londrina Jonathan Murphy, o filme traz no elenco Priscila Sol, Eucir de Sousa e Vanessa Loes.

Na sexta-feira (15 de setembro), a 7ª Mostra Competitiva Nacional de Longas encerra com a exibição de dois filmes. 
A primeira sessão, às 20h30, com “Pedro Sob a Cama”, drama do diretor Paulo Pons sobre o exercício viral da paternidade, que extrai de Fernando Alves Pinto uma de suas melhores atuações. 
Na sequência, às 22h10m, é a vez de “Terra e Luz”, obra de Renné França que propõe uma cartografia do medo, engrossando a massa sombria do chamado “filme de gênero”, modalidade pouco explorada nesta pátria de comédia.

Serviço
Realização: Galpão Produções e Instituto Brasil de Cultura e Arte (IBCA)
24º Festival de Cinema de Vitória, entre dias 11 e 16 de setembro, em Vitória-ES 
Patrocínio: Ministério da Cultura / Lei de Incentivo à Cultura; Petrobras; Cesan e Rede Gazeta
Apoio institucional: Secretaria de Cultura do Espírito Santo, Prefeitura de Vitória e Canal Brasil, Academia Internacional de Cinema, da CiaRio e da Mistika.


Serviço
7ª MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL DE LONGAS-METRAGENS
24º Festival de Cinema de Vitória
De segunda a sexta-feira (11 a 15 de novembro), a partir das 20h30m
Teatro Carlos Gomes – Centro de Vitória (ES)

Segunda-feira (11 de setembro) | 21h15

COMO NOSSOS PAIS (FIC, 102’, SP), de Laís Bodansky. Rosa é uma mulher que quer ser perfeita em todas suas obrigações: como profissional, mãe, filha, esposa e amante. Quanto mais tenta acertar, mais tem a sensação de estar errando. Filha de intelectuais dos anos 70 e mãe de duas meninas pré-adolescentes, ela se vê pressionada pelas duas gerações que exigem que ela seja engajada, moderna e onipresente, uma super mulher sem falhas nem vontades próprias. Rosa vê-se submergindo em culpa e fracassos, até que em um almoço de domingo, recebe uma notícia bombástica de sua mãe. A partir desse episódio, Rosa inicia uma redescoberta de si mesma.

Terça-feira (12 de setembro) | 20h30m

BARONESA (DOC, 73’, MG), de Juliana Antunes. Uma guerra entre traficantes na Vila Mariquinhas, na Zona Norte de Belo Horizonte, faz com que Andreia queira sair da comunidade onde mora e que ajudou a construir. Dirigido por uma mulher, esse filme é um documentário sobre o cotidiano, o passado, os anseios e como os entes queridos de outra mulher, sem as tintas da delicadeza, do sentimental e toda a moldura edulcorada da tal e tradicional feminilidade.

Quarta-feira (13 de setembro) | 20h30m

A FERA NA SELVA (FIC, 90’, SP), de Eliane Giardini, Lauro Escorel e Paulo Betti. Baseado livremente na obra do escritor norte-americano Henry James, o filme narra a história de um homem que vive na esperança de presenciar, e algum momento de sua vida, algum acontecimento extraordinário – sem enxergar as pequenas maravilhas de cada dia no seu cotidiano.

Quinta-feira (14 de setembro) | 21 horas

LAURA (FIC, 83’, PR), de Jonathan Murphy. Laura (Priscila Sol) é uma mulher solitária que não consegue esquecer seu antigo, secreto e conturbado relacionamento com Ben (Eucir de Souza), um homem bem-sucedido, casado com Amélia (Vanessa Loes) e com um filho pequeno. No começo, o que parecia ser somente um desencontro amoroso se transforma em perigosas relações obsessivas. Em umas das tentativas para esquecer Ben, Laura conhece Noah (Yoram Blaschkauer) num site de relacionamento. A partir daí a trama se desenvolve.

Sexta-feira (15 de setembro) | 20h30m

PEDRO SOB A CAMA (FIC, 100’, RJ), de Paulo Pons. Mariano, depois de quase uma década desaparecido, retorna à sua cidade natal com o objetivo de encontrar o filho que jamais conhecera, Pedro, de oito anos. Ao saber da chegada do pai na cidade, o menino acaba escondido na casa de Mariano e passa a viver sob a cama dele.

Sexta-feira (15 de setembro) | 22h10m 

TERRA E LUZ (FIC, 73, GO), de Renné França. Em um futuro próximo, o ser humano foi praticamente dizimado por criaturas que se assemelham a vampiros. Neste mundo em que a noite é mortal, um homem tenta sobreviver a qualquer custo, ao mesmo tempo em que tem a chance de recuperar sua própria humanidade.

Danielle Ewald

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