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sexta, 17 de novembro de 2017

24º Festival de Cinema de Vitória elege Zezé Motta como homenageada nacional



Das mais respeitadas artistas da TV, do cinema e da música no Brasil, Zezé Motta é a homenageada nacional do 24º Festival de Cinema de Vitória. 


Com 41 filmes, 35 produções para a TV e 13 discos no currículo, a cantora e atriz receberá carinho do público na noite do dia 14 de setembro. 

À tarde, horas antes da homenagem, Zezé participará de uma entrevista coletiva aberta ao público, quando será lançado o Caderno da Homenageada, publicação com reportagem e imagens sobre a sua rica trajetória artística.

Eterna Xica da Silva, Maria José Motta de Oliveira nasceu em Campos dos Goytacazes, no Norte do Rio de Janeiro. 
Aos dois anos de idade, mudou-se com a família para a capital do Estado, onde frequentou a tradicional escola de teatro Tablado. 

O primeiro passo na carreira artística não poderia ser mais marcante: aos 23 anos, em janeiro de 1968, integrou o coro do musical “Roda-Viva”, primeira incursão de Chico Buarque na dramaturgia, com direção do emblemático José Celso Martinez Correa, espetáculo que entrou para a história como um símbolo da resistência contra a ditadura.

Na sequência, vieram outras montagens de peso, como “Fígaro, Fígaro”, “Arena Conta Zumbi”, “A vida Escrachada de Joana Martine e Baby Stompanato”, todas de 1969; “Orfeu Negro” (1972), e “Godspell”, em 1974, entre outras.

Cinema

A carreira de mais de 40 filmes começou em 1970, com o drama “Cléo e Daniel”, de Roberto Freire. Depois Zezé não parou mais. 
Esteve no elenco de clássicos do cinema nacional, como “Vai Trabalhar, Vagabundo!”, de Hugo Carvana, vencedor do troféu de Melhor Filme no Festival de Gramado e de Melhor Trilha Sonora e Melhor Roteiro, no Festival de Messina (Itália), entre outras premiações; “Rainha Diaba” (1974), de Antonio Carlos Fontoura, livremente inspirado na vida do traficante carioca João Francisco dos Santos, conhecido Madame Satã.

Outros destaques são “Orfeu” (1999), drama de Cacá Diegues inspirado em peça de Vinicius de Moraes, que traz para o Rio de Janeiro a tragédia grega de Orfeu e Eurídice, vencedor de três troféus no Grande Prêmio Cinema Brasil e do Festival Internacional de Cinema de Cartagena (Colômbia); e os também laureados “Cronicamente Inviável” (2000) e “Quanto Vale ou é Por Quilo?” (2005), ambos de Sérgio Bianchi.

Em 1976, protagonizou o longa “Xica da Silva”, ao lado de Walmor Chagas, papel que lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Gramado. O filme também saiu com os troféus de Melhor Filme e Melhor Diretor do festival. Vinte anos depois, Zezé Motta voltou a atuar na trama histórica sobre a escrava Francisca da Silva de Oliveira, desta vez na TV, na novela de Walcyr Carrasco para a extinta Manchete, em que viveu a mãe de Xica e a protagonista já idosa.

Televisão

Muito querida pelo público da telinha, Zezé Motta provou toda a sua versatilidade desde sua primeira experiência na TV, em “Beto Rockfeller” (1968). De lá para cá vieram papéis em “Duas Vidas” (1976), “Corpo a Corpo” (1984), “Kananga do Japão” (1989), “A Próxima Vítima” (1995), “Corpo Dourado” (1998), “Sinhá Moça” (2006) e “Boogie Oogie” (2014). 

Entre as minisséries, os destaques vão para”Memorial de Maria Moura” (1994), “Chiquinha Gonzaga” (1999), “Cinquentinha” (2009) e “O Canto da Sereia” (2013).

Música

Nos anos 1970, Zezé Motta iníciou carreira de cantora, apresentando-se como crooner em casas noturnas paulistas. 

Ao longo dessa década, lançou três discos, estreando com o LP “Gerson Conrad e Zezé Motta” (1975), seguido de “Zezé Motta” (1978) e “Negritude” (1979). 

A trajetória musical teve continuidade com os álbuns “Dengo” (1980), “Frágil Força” (1985), “Quarteto Negro” (1987) – lançado ao lado de Paulo Moura, Djalma Correia e Jorge Degas –,”Chave dos Segredos” (1995), Divina Saudade (2000) e “Negra Melodia (2011).

Tem também o DVD “La Femme Enchentée” (1987), além de shows no Carnegie Hall, em Nova York (EUA), Alemanha, França, Venezuela, México, Chile, Argentina, Angola e Portugal, representando o Brasil a convite do Itamaraty.

Após alguns meses morando em Portugal, Zezé Motta está de volta ao Brasil com uma agenda recheada de novos trabalhos. Além de voltar ao papel de Nair na nova temporada da série de ficção científica “3%”, primeira produção brasileira original da Netflix, a atriz está gravando mais dois filmes. 

Atualmente, está no ar na Rede Globo na minissérie “Sob Pressão”, com direção de Andrucha Waddington e Mini Kert, derivada do filme de mesmo nome. A cantriz – apelido que ela mesma se deu – também acabou de finalizar seu oitavo álbum solo, “O Samba Mandou me Chamar”, que será lançado ainda neste ano pela gravadora Coqueiro Verde.

Realização: 
Galpão Produções e Instituto Brasil de Cultura e Arte (IBCA)
24º Festival de Cinema de Vitória, entre dias 11 e 16 de setembro, em Vitória-ES 
Patrocínio: 

Ministério da Cultura / Lei de Incentivo à Cultura; Petrobras; Cesan e Rede Gazeta
Apoio institucional: 
Secretaria de Cultura do Espírito Santo, Prefeitura de Vitória e Canal Brasil, Academia Internacional de Cinema, da CiaRio e da Mistika.

SERVIÇO:

24º FESTIVAL DE CINEMA DE VITÓRIA
11 a 16 de setembro
Theatro Carlos Gomes
Entrada gratuita

HOMENAGEM NACIONAL
Dia 14 de setembro – 19 horas

Danielle Ewald

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