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tera, 16 de julho de 2019

Uchôa de Mendonça: A greve da PM I




NOTA– Você vai ler um comentário independente, sem enganos, sem mentiras. Se Você entender que não deva prosseguir com sua leitura, dele te-o. Nunca suporte o que não gosta. Se não ler, vai perder a oportunidade de conhecer a verdade.

No dia 4 de fevereiro de 2017 acontecia um caso inusitado na vida policial do Estado do Espírito Santo. Mulheres de policiais se posicionaram nos portões das unidades militares do Estado impedindo, com suas presenças físicas, a saída ou entrada dos esposos militares ou dos veículos para ações de patrulhamento ou missões especiais. Admitia-se que as mulheres impediam que os esposos cumprissem com suas obrigações.

Pelo estado, principalmente pela Grande Vitória, nos 21 d ias de greve ocorreram 219 mortes violentas, inclusive jovem com 7 anos.

Com os crimes generalizados, inclusive saques de estabelecimentos comerciais, depredações, convocação das Forças Nacionais para o restabelecimento da ordem, os prejuízos, levantados a grosso modo atingem a ordem de R$ 2,5 milhões, afora a questão moral, colocando o Estado à execração pública mundial, com toda imprensa internacional, inclusive grandes redes de TV com farto noticiário sobre a tragédia, chegando ao ponto do Ministério Público Federal pedir a federalização das investigações dos fatos acontecidos.

Durante o episódio um fato relevante: o governador do Estado, Paulo Hartung, convalescendo no hospital de uma intervenção cirúrgica interrompeu o tratamento e reassumiu o comando do Estado para conduzir pessoalmente, com sua autoridade, a repulsa à greve inusitada, recebendo o apoio integral da sociedade em todos os seus níveis.

Seis meses depois da rechaçada greve dos militares, sob o comando de suas mulheres, ouve-se de forma clara algo inconcebível. O presidente da Associação de Oficiais, Tenente -coronel Rogério Fernandes Lima diz “há um sentimento de derrota para os policiais militares , com pouca ou quase nenhuma pauta reivindicada atendida”. O sargento Renato Martins Conceição, presidente da Associação de Cabos e Soldados: “O policial militar não deixa de servir, mas está deixando de fazer além do que o script manda por falta de motivação”.

No momento, louvemos apenas a determinação do secretário de Segurança Pública e Defesa Civil, André Garcia em peitar os grevistas, mesmo diante de graves ameaças, e o governador Paulo Hartung que, com prejuízo de sua saúde, veio em socorro da população, convocando forças federais para impor a ordem.

A GAZETA, numa ampla reportagem, seis meses depois da ocorrência da greve da Polícia Militar trás o retrato da “dor das mães de fevereiro” traduzindo os sentimentos da sociedade contra o brutal atentado praticado contra a sociedade civil, a destruição com saques de dezenas de estabelecimentos comerciais, a desmoralização do Estado pela sua própria Força Pública.

Existem possibilidades do retorno da confiança na milícia grevista?

Uchôa de Mendonça
é jornalista

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