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domingo, 17 de dezembro de 2017

Eco 101, carretas de blocos e placas de pedras e Governo federal matam na BR 101 / Diagonal

Diagonal, coluna do Oleari

Eco101: 
notas frias, 
sem vida 
e sem verdades e sem sentimento.



O luto: grupos de dança nas despedidas dos que se foram.

Mais um caminhão, este felizmente apreendido antes de matar mais famílias do Espírito Santo.

Todo irregular, cheio de multas, sem habilitação para o transporte de pedras, sejam blocos, sejam placas de mármore ou granito. 

Mais um assassino à solta.

Felizmente, pego antes de matar traveiz.

Felizmente.
E aí perguntamos: por que a fiscalização tem feito vistas grossas a essas carretas que passam noite após noite diante dos nossos narizes, impunemente.

Os assassinos desafiam a população indefesa, que, vez ou outra, está morrendo na BR 101.

A eco 101 não abre o bico. Não diz uma palavra, não mostra sua cara, desrespeita o usuário, a população toda, que paga rico pedágio em seus postos.

E responde aos questionamentos apenas com notas frias, sem vida e sem verdades.

E sem sensibilidade. Sem sentimento. Sem solidariedade.

A Eco 101 tá cagando e andando pra nosotros, os que estamos sendo assassinados na BR 101 e levando inúmeras famílias ao desespero pelas perdas irreparáveis.

E continua matando.


Tando quanto essas transportadoras manipuladas por assassinos, que colocam caminhões irregulares, mecanicamente impróprios, com pneus mais carecas do que o digitador desta linha aqui, nas rodovias.

(Foto: JEFFERSON ROCIO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)

Tanto quanto o irresponsável Governo Federal, que retira efetivos da Polícia Rodoviária do Espírito Santo
para o Rio de Janeiro, em boa hora questionados e reclamados pelo governador Paulo Hartung ao desgoverno federal.

Que continua mantendo o Espírito Santo sem fiscalização.

Raciocínio de um profissional que conhece as entranhas de tão sombrio tema: se houvesse uma fiscalização prévia, se todos os caminhões fossem parados na origem de suas assassinas viagens, essas vidas poderiam ter sido poupadas.
Entre muitas outras, que podem se perder a qualquer momento.

Argumenta que se esses transportadores bandidos fossem fiscalizados rigorosamente, haveria de se cuidar de um sistema rigoroso de amarração dessas cargas, de tal forma que em qualquer circunstância blocos ou placas não se soltassem como meras folhas de papel ao vento.

O desastre de Mimoso do Sul revelou que as placas, desgarradas da ineficaz amarração, foram virtualmente “serrando” o ônibus que conduzia a comitiva do grupo de dança de Campinho, Domingos Martins/ES.

A rigor, hoje não se encontra mais um carro sequer da Polícia Rodoviária em qualquer trecho das rodovias que atravessam o Espírito Santo.
Nem na sinistra BR 101, nem na vergonhosa BR 262.

Todos, Eco 101, donos de empresas ou de caminhões, e Governo Federal devem ser responsabilizados pelos acidentes.
Por 34 pessoas levadas desta vida pela insana irresponsabilidade com o bem comum, com a comunidade.

Com a vida e com o Estado do ES.

Polícia Rodoviária Federal em rodovias federais do Espírito Santo só aparece nos momentos das tragédias.

Mas, alguns privilegiados quinemqui nós, detentores de informações não disponíveis à plebe è à maioria da população – com uma imprensa meiqui capenga no meio – entendemos toda a origem dessas tragédias.

Vejam: peguntamos de quem é a Eco 101. Pelo que se sabe, é de um grupo do Estado do Paraná.
Vejam 2: ela foi “contemplada” na licitação como uma empresa que fazia parte da cota do partido político PT.

Vejam 3: A Rodosol, empresa composta por mega empresários e grupos empresariais do Espírito Santo, ficou fora da licitação? Não, claro. 

E, digamos, quase venceu tal licitação.

Mas, a BR 101 teria que ser cota do PT. O que não seria o caso da Rodosol. A Rodosol não estava na cota do PT.
A Rodosol ameaçou na época da questionar a licitação e a Eco 101.

Mas, não o fez.


Por que? Ahhh, aí é quitá o busiles da questão. Não entrou porque a Eco 101, gulosa na cobrança do famigerado pedágio desde o primeiro minuto, sem qualquer obra realizada, “amaciou”.

Para evitar o questionamento da Rodosol, gentem, que fez a Eco 101?
Simples: niquiqui a Rodosol abriu o bico, a Eco 101 chamou a Rodosol prum lero, prum papo legal.

Blablabla praqui, blablabla pralá, a Rodosol saiu do papo com 27,5 % da empreitada, sem gastar um litro de tinta pra sinalizar as faixas, sem gastar um tostão para acertar um acostamento aqui, outro ali, capinar um capim colonhão aqui, outro ali.

E ficamos nosotros, os panacas sobreviventes da velha Capitania do Espírito Santo, à mercê de estranho jogo de empurra.

A Eco 101 nem come nem sai de cima. Cobra pedágio, não duplica um quilômetro sequer, e vai ficando. E nós, vendo os nossos assassinados nos desastres de Guarapari e de Mimoso do Sul, ambos ao sul do ES.

Um colega aqui ao lado, ao ouvir em voz alta a “conferência” do textim aqui, solta uma bobabem qualquer, tipo “será que tem propina”? 
E segue: “será que as quadrilhas de assaltantes do PT e do PMDB (Podre MDB) estão disputando a propina, se houver propina, está claro?”.

É apenas uma bobagera de um colega que aprecia brincar e fazer piadas em quaisquer circunstâncias. Como, no caso.

Bem, gentem, enquanto os “asssassinos” da Eco 101, transportadores de pedras e Governo federal, continuam impunes, pergunta-se:

1 – Onde anda o Ministério Público, fiscalizador dos fiscalizadores? Por que não entrou no circuito? Ou por que não entrou de sola desde que se sabe que esses atores aí mencionados cagam e andam pra vida alheia?

2 – Onde está a inexpressiva bancada federal de deputados e senadores do Espírito Santo? Encolhida, com seus – seus, deles – rabos entra as pernas, para não se chocar com poderosos financiadores de suas campanhas eleitorais?

Por último, pergunta-se: o governador Paulo Hartung, atualmente um dos nomes de melhor expressão dentro desse Podre MDB, não tem como questionar o Governo do Dotô “Fora Temer”, como o saudou um desavisado chinês
em sua viagem à velha China?

Tem representatividade e autoridade para tanto, o governador do ES.

Tem-se que dar um basta a essa irresponsável Eco 101. Alguém tem que dizer ao grupo paranaense que chega.

Parem tudo.

Principalmente, a cobrança do pedágio.
Coloque seus utensílios num saco – ou em muitos sacos – e vá tocar em outra freguesia.

Para finalizar a arenga, cumpanherus – opppsss – o pior:

– Sabe-se, de fonte muito próxima aos poderosos da Rodosol, que o grupo “agora não quer pegar a empreitada”.

Estão desinteressados, diz-se. E são naturalmente, pela ordem, os “herdeiros” da empreitada, pois foi a segunda colocada na “licitação” original, que, segundo consta, estava “encomendada” para o grupo paranaense na cota do PT.

Compreende-se: com 27,5% do rico bolo, pra Rodosol é preferível “mamar” essa grana preta do que encarar as responsabilidades da duplicação de toda a rodovia sobre o Espírito Santo.

E aí? Cumequi fica?
Infelizmente, cumequitá o quadro, nossotros, os filhos, mães, pais, sobrinhos, tios, avós, vamos continuar com medo.
De a qualquer momento sermos assassinados pela Eco 101, transportadores de pedras e desGoverno federal na BR 101.

Por que, como já se dizia em tempos idos, quem tem…tem medo (Oswaldo Oleari ou Oleare).



Oswaldo Oleari
é radialista,
jornalista,
Editor Chefão do Portal don Oleari
Rádio Clube da Boa Música

Peésse: se alguém me acusar de ter escrito esse textim aí, eu nego. E só falo diante do juiz. 
Quero dizer:
só “calo” diante do juiz.
Por dúvida das vias, já pedi um habeas corpus preventivo (OO).

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