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segunda, 23 de abril de 2018

Hilário Brandão: A ética antiética e as elites de segundo nível

Hoje eu fui mais uma vez surpreendido numa leitura tardia sobre o conceito do comportamento ético do homem público.

 

O Conselho de ética do Estado, por 3 votos a dois, achou normal que o vice-governador eleito possa, sem nenhum problema, ser presidente de um partido político, neste caso o PSDB.

Achando que o ES faz parte do Parlamento britânico onde o Partido no Governo obedece suas diretrizes partidárias e impõem sua ação governamental de acordo com a sua maioria parlamentar, o nobre Conselhão entendeu que o nosso vice-governador pode, perfeitamente, usar seu cargo para escolher , a dedo, seus companheiros de chapa e, em consequência disso, empregá-los nas altas esferas do Poder público.

Este Estado do Espírito Santo não merece esse nome.

É uma afronta ao que representa.

Já não bastasse o Rio Doce, agora até a ética sofre o reflexo da lama da Samarco.

Lanço então, a ideia de passar a chamar o nosso Estado de Estado do Espírito Luciferino, mais apropriado às nossas magníficas elites de segundo nível.

Hilário Brandão é Economista; bancário; Extensão profissional no Credit Lyonnais – França; Criador do Personalité, hoje no Banco Itaú; Fundador da ARBES – Associação de Representantes de bancos do ES (Única representação de Gerentes de Filiais de Banco reconhecida pela Febraban); Fundador do Partido Liberal no ES; infelizmente, hoje filiado ao PSDB; Carioca e vascaíno (*); Cidadão honorário do ES e de Vitória.

(*) Nota da redação: ninguém é perfeito.

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