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quinta, 23 de novembro de 2017

Hilario Brandão: A Rocinha do PSDB

A pátria brasileira virou morada de canalhas!

Gostaria muito que estivesse falando sobre um pequeno roçado da socialdemocracia brasileira. Infelizmente, estou falando sobre o controle administrativo do Partido, em todos os níveis.

A comparação com a Rocinha (favela do RJ) se põe devido as desavenças internas que destroem o partido.
Trata-se de uma verdadeira batalha de facções pelo controle do direito de abrigar na sigla homens sabidamente desonestos e com processos já encaminhados.

E isso acontece em todos os Estados brasileiros.
Os diversos dirigentes das diversas facções que controlam os pontos eleitorais do Partido, comportam-se como verdadeiros gerentes das diversas “bocas de fumo” da malfadada Favela da Rocinha.

“Mutatis mutandis”, o objetivo “criminoso” é o mesmo: o controle de parte do “público alvo” por meio de um “fait accompli”.
A “guerra” fratricida desencadeada pelas diversas correntes nada tem a ver com seu programa partidário, nem mesmo para o engrandecimento do PSDB a nível nacional.

Não estão, esses chefetes, preocupados com o povo. Lutam como velhos gladiadores no afã de terem suas noites de bacanal romano, junto ao poder dos “imperadores” de plantão. E são tantos os que se julgam detentores da coroa de louros, que o partido perdeu seu foco programático e passou a perseguir a cumplicidade corrupta visando alcançar os restos do butim que levaram esse nosso país ao seu mais fundo poço de lama da história.

Nossos dirigentes, sim, nossos, pois sou um “tucano” registrado, chegaram as portas de um inferno onde Satanás, os convocou para poder aprender a manipulação de almas crentes que até agora não perceberam quais são as reais intenções dessa nova “Orcrim” cujo codinome é PSDB.

Estou cansado de ser manipulado. De ter que aceitar, por mais estranho que isso possa parecer, a companhia de homens públicos que se vendem com o objetivo de alcançar as ferramentas de poder que os farão construir o seu próprio patrimônio.

Criminosos perfeitos. Mafiosos da modernidade que conseguiram fazer realidade um simples desejo de um “Poderoso Chefão” de cinema, que aconselhou o filho a se tornar um controlador de almas pela simples manipulação do poder político.
O Brasil caminha para seu encontro de contas histórico.

A sociedade brasileira, cansada ou na espera de uma oportunidade para se locupletar também, mantem-se em resguardo cívico aguardando seu Rei Momo, salvador de uma pátria querida que virou morada de canalhas.
Em 2018 o povo brasileiro terminará com as dúvidas sobre o seu caráter.

Não haverá mais “nuvens esbranquiçadas” que turvavam os olhos e que ofereciam aos desonestos as dúvidas do desconhecimento.
Tudo agora está bem claro. Não haverá mais desculpas de caráter.
Seremos uma sociedade respeitada ou apenas uns aviãozinho desses traficantes que querem se impor como homens de bem.

E que venha 2018!
Eu não mais consigo conviver com essa dubiedade comportamental.

 

Hilário Brandão é Economista; bancário; Extensão profissional no Credit Lyonnais – França; Criador do Personalité, hoje no Banco Itaú; Fundador da ARBES – Associação de Representantes de bancos do ES (Única representação de Gerentes de Filiais de Banco reconhecida pela Febraban); Fundador do Partido Liberal no ES; infelizmente, hoje filiado ao PSDB; Carioca e vascaíno (*); Cidadão honorário do ES e de Vitória.
(*) Nota da redação: ninguém é perfeito.

 

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