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quinta, 23 de novembro de 2017

Bandas Pó de Anjo e The Rain num revival com o roquenrol dos anos 1980

Após o final da banda em meados do – cada vez mais distante – ano de 1987, o Pó de Anjo só voltou a se reunir em apenas duas ocasiões muito especiais.

A primeira foi no dia 13 de julho de 2010, no lançamento de O Livro do Pó, uma romantização da história da banda, escrito por Juca Magalhães, vocalista e um dos fundadores do grupo.

A outra foi uma participação recente em um “Concerto Rock” no Parque Botânico da Vale com o Algazarra Coral.

Desta vez o grupo se reúne a convite do escritor e baterista do The Rain, José Roberto Santos Neves, numa promoção da Rádio Cidade, para invadir o Spírito Jazz e reviver o som e os sucessos da geração anos 1980.

As formações das bandas compõem um capítulo à parte, porque a história dos roqueiros capixabas muitas vezes se mistura. O Pó de Anjo vem com 3/5 da sua última formação: além de Magalhães, Daniel Piazzini no Baixo e vocal e Dodas Bianchi na Bateria, completa o time o guitarrista João Paulo Santos Neves, irmão de José Roberto.

No The Rain(na foto, ensaiando para o xou com Pó de Anjo), além do baterista e autor da biografia de Maysa, tem Ronald Serafini na guitarra, um velho parceiro da rapaziada do Pó (sem trocadilhos) que chegou a tocar em alguns ensaios no iniciozinho do grupo em 1984. Leandro Moreira, baixo e vocal do The Rain, irmão de Fabio “Midigard” Moreira – da celebrada banda Thor – é outro remanescente clássico dos loucos anos 1980. Completa o time “da chuva” o guitarrista Fabio Lyrio.

Em seu show o quarteto do Pó de Anjo repagina trinta e poucos anos de sua história musical, quando tocam “Olhos de Pantera” – uma primeira composição, feita em 1983 – essa vem acompanhada de Black Diamond do Kiss. Magalhães, Piazzini e Serafini, tocavam essas músicas em um grupo chamado Panzer, pioneiro entre os pioneiros do metal capixaba, nascido no apagar das luzes da ditadura militar.

O Pó de Anjo vai ainda reviver suas principais composições como “Cara Comum”, a mais conhecida, e músicas de bandas como The Cure, The Cult e Queen. Nesse momento há duas referências cruzadas: Piazzini, Bianchi e Santos Neves já fizeram um tributo chamado Queen Trip e Juca Magalhães hoje é pianista do Algazarra Coral que fornece um quinteto de cantores para turbinar as vozes de apoio.

O empresário, cantor e músico Marcos Ribeiro é outra participação especial, resgatando na ocasião a canção “Contratempos”, de 1990. O baixista da banda Silence Means Death, Átila Rocha, vai também tocar no ponto de culminância do show.

Formado em 1988, o The Rain volta a se apresentar ao vivo cinco anos depois do lançamento do livro “Rockrise”, de José Roberto Santos Neves, cujo título é uma homenagem à primeira gravação de heavy metal do Espírito Santo, da banda Thor, de 1986.

A banda vai apresentar composições autorais de seus dois álbuns, o LP “The Rain” (1992) e o CD “Hidden Melody” (1994). O som do The Rain tem influências do rock dos anos 70 e da geração de Seattle dos anos 90, com letras em inglês, a maioria compostas pelo baixista e vocalista Leandro “Led” Moreira, único remanescente da formação original.

Esse encontro de bandas fustigadas pelo tempo promete ser uma noite de rock, resgate e celebração, quando alguns velhos roqueiros usam sua experiência musical para remover o limo das pedras, sacudir alguns tímpanos desavisados e perfurar a memória do coração.

Pó de Anjo & The Rain (E Convidados)
11 de novembro (sábado) 21 horas.
Spirito Jaz. Rua Madeira de Freitas, Praia do Canto, Vitória/ES
Couvert: R$30,00

Faremos do Queen: Fat Bottomed Girls e Somebody to Love (Com participação de Átila Rocha no baixo e cantores do Algazarra Coral)
Todo Amor que Houver nessa vida (Barão vermelho) com participação de Taynara Mendonça
A Night Like This do The Cure
Peace Dog do The Cult
Contratempos de Juca Magalhães e Marcos Ribeiro (da banda Tribal) com participação deste último.
E as músicas do Pó de Anjo como Eternamente, Cara Comum, Noites em Claro, Undergrau.

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