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quarta, 13 de dezembro de 2017

Aqui Rubens Pontes responde a uma provocação do Editor Chefão: “e a enganação do natal?”

O Natal é uma data inventada por humanos, como Dia das Mães, Dia dos Namorados, Dia dos Pais.

 

Nada tem, na verdade, com o nascimento de Jesus Cristo.

 

Tenho uma anotação ou outra sobre a data 25 de dezembro, conhecida como dia de Natal. Mas, no atoleiro de coisas por fazer, resolvi provocar meu sempre dileto parceiro Rubens Pontes. E mandei:

– E a enganação do Natal, nascimento de Cristo? Nada como ter um guru para consultar nas circunstâncias. Sem qualquer heresia…Se aceitar a provocação, tiver disposição, deixo a bola com você”.

Rubens Pontes não se fez de rogado, quinemqui se dizia antigamente. Logo, logo, mandou a resposta. O texto tá aí.

Por Rubens Pontes

– A História, Don Oleari, muitas vezes, ou quase sempre, é construída por nós.

O que sei, porque li, é que formalmente a igreja romana só passou a celebrar o Natal na data que comemoramos hoje no Século IV, quando o Imperador Constantino transformou o cristianismo em religião oficial do Império Romano.

E mais: o Natal passou a ter o significado que adotamos como festival cristão a partir do Século IX.

Antes disso, a data era comemorada no dia 6 de fevereiro, sem relação direta com o dia em que nasceu Jesus.
Há uma sequência de fatos muito interessante até o surgimento do Natal cristão comemorado nos cinco
continentes no dia 25 de dezembro.

Os gregos cultuavam Dionísio, o Deus do Vinho (à esquerda); no Egito, a celebração era ao Deus Osíris em sua passagem para o mundo dos mortos (à direita); os chineses rendiam tributo ao símbolo do Yin-Yang, a harmonia da Natureza (à esquerda).

Em Roma, os festejos eram voltados para o Deus Mitra, o deus da luz chamado de Natalis Solis Invicti – o nascimento do Sol l Invencível.

O Natal cristão surgiu a partir de então, asseguram os estudiosos do assunto.

O capitalismo não perdeu tempo e o Natal dos nossos dias praticamente perdeu seu sentido religioso com a Missa do Galo na Igreja Matriz, a que todos compareciam, e o presépio feito carinhosamente e exposto na sala de visitas de cada residência.

O Natal, o Dia das Mães, o Dia dos Namorados e tantos outras datas já se confundem, com maior ou menor expressão
que nos provocam, todas elas passando a motivar apelo de vendas e não de mera comemoração religiosa ou afetiva.

“Mudou o Natal ou mudei eu?”

Abraço, Rubens”

No vídeo o filósofo Mario Sergio Cortella reafirma que não existe data de nascimento de Jesus em qualquer registro. em qualquer época.

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