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segunda, 22 de janeiro de 2018

Aqui Rubens Pontes: Meu poema de sábado / Poema à deusa mesopotâmica, datado de 3 mil anos antes da nossa era

Quatro mil anos antes de Cristo uma civilização foi plantada entre os rios Tigre e Eufrates.

Assirios, sumérios, babilônios, caldeus, instalaram ali o berço da civilização como hoje a concebemos.

 

A Mesopotâmia (do grego Entre Rios) ocupou a extensa área geográfica que no futuro iria constituir o Iraque, legando para a posteridade extensa soma de conhecimentos nos diversos setores da atividade humana.

Nossa geração estudou nos cursos ginasiais o fascinante desenvolvimento de sua cultura, principalmente no campo da astronomia, com conhecimento das constelações celestes. da engenharia, com a construção de aquedutos que levavam água para suas extensas áreas agrícolas.

Aprendemos também sobre a Torre de Babel e os Jardins Suspensos da Babilônia, obras de um nome que ainda hoje desperta curiosidade: Nabucodonosor (à esquerda).

Ur, sua capital, abrigou e ofereceu condições especiais para poetas e escritores, e o poema

selecionado para leitura neste sábado é uma amostragem do talento de um dos seus poetas, um registro que data do terceiro milênio antes da nossa era.

Um texto de Ur (de onde veio Abraão) na Mesopotâmia, do Terceiro Milênio Antes da Nossa Era:

Nana, grande senhor
brilho de luz dos claros céus,
que traz à cabeça o diadema dos príncipes
Deus justo que traz o dia e a noite, que estabelece os meses, fazendo completar os anos

Outra prece suméria invoca o brilho de Inana, a deusa Vênus, ao entardecer:

Tocha pura que brilha nos céus,
luz celestial que brilha tanto quanto o dia,
a grande rainha dos céus, Inana, eu saúdo!.
De sua majestade, de sua grandeza, de sua dignidade sem igual,
de seu brilho aos céus do entardecer,
de seu incendiar dos céus – tocha mais pura –
dela aparecer nos céus tal qual o sol e a lua
conhecida por todas as terras de Norte a Sul
da grandeza da Alta Sacerdotisa dos Céus
À Inana, eu canto!

O apocalipce parece citar este poema mesopotâmico, ao falar de uma mulher com coroa de estrelas, brilhante como o sol, com a lua debaixo dos seus pés …a rainha dos céus. – Acima, à direita, imagem de Inana

Rubens Pontes

é jornalista, radialista,

poeta, escritor

– Passos, saltos & quedas,
livro de Rubens Pontes no linki abaixo:https://rubenspontes.com.br

 

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