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domingo, 22 de abril de 2018

Aqui Colatina: Nilo Tardin / Mar de Lama escorre no Rio Doce com as chuvas

18/12/2017

A conta é absurda. São 9 milhões de toneladas de terra despejadas por ano pela enxurrada na Bacia do Rio Doce ao longo dos 857 Km em Minas Gerais e no Espírito Santo.

No cálculo feito pelo agrônomo e ambientalista Henrique Lobo (foto) leva em consideração que vem sendo aterrada pela erosão de 60 mil quilômetros quadrados de pastagens degradadas.

– “A área da bacia equivale a um país do tamanho de Portugal. Mede 83 mil quilômetros quadrados onde vivem 3,5 milhões. São 60 mil km quadrados de pastagens degradadas. Cada quilômetro quadrado produz cerca de 150 toneladas de terra por ano, base para a soma do principal problema do Rio Doce”, frisou Lobo. O processo erosivo ocorre há mais de 60 anos, estima o ambientalista.

As 9 milhões de toneladas de assoreamento anual que desce do topo de morro para rio equivale a 7 milhões de metros cúbicos de terra levado pela chuva, nas conta do engenheiro Francisco Hermes Lopes.

– “Chove a mesma quantidade nos últimos 70 anos, conforme pesquisa de clima na região. A saída é reflorestar os topos de morro e recuperar as 370 mil nascente identificadas na bacia”, diz Chico Lopes.

Além dos 9 milhões de toneladas que estrangulam os canais do rio, o estouro da barragem da Samarco em Mariana (MG) despejou 55 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério no Rio Doce em 5 de novembro de 2015.

Em Bento Rodrigues, distrito do município de Mariana devastado pela lama, 21 cruzes repousam sobre o lamaçal que virou a cidade, simbolizando as pessoas que morreram no desastre.

Nilo Tardin é jornalista

Editor
do diário digital

http://seisdias.com.br/

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