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quarta, 26 de setembro de 2018

Aqui Rubens Pontes: Meu poema de sábado / “Asa de uma borboleta” e “Sonhe”, de Haia Pinkhasova

Haia Pinkhasova é por muitos críticos literários considerada a maior escritora judia do Século XX.

Nascida em 1920 na cidade de Tchetchelnik, na Ucrânia, veio com a família, ainda bebê, para o

Brasil.

Primeiro, Maceió, depois Recife e finalmente, aos 25 anos, Rio de Janeiro, já com

o nome com o qual seria reverenciada como brilhante intelectual: Clarice Lispector.

Seu primeiro conto foi publicado aos 15 anos e seu primeiro livro “Perto do Coração Selvagem”,

editado ao completar 24, em 1943.

Poliglota, fluente em iindiche (das comunidades judaicas, sua língua doméstica ), inglês e francês, traduziu para o português

obras de Agatha Christie, Osca Wilde, Edgard Allan Poe e Anne Rice.

Como voluntária, foi assistente no corpo de enfermagem dos pracinhas brasileiros na Itália, durante a segunda guerra mundial.

Colunista em vários jornais, Clarice Lispector foi, com o Ministro Lourival Fontes, redatora do DIP – Departamento de Imprensa

e Propaganda – da ditadura Vargas, fato que não invalida sua ativa participação nos meios da imprensa e da produção literária.

Ao completar 21 anos, requereu nacionalidade brasileira para se casar com o diplomata Maury Gurgel.

Clarice Lispector morreu em dezembro de 1977. Sua última vontade não foi atendida: por ser judia, não pode ser sepultada

no Cemitério São João Batista. Seu corpo foi levado para o Cemitério Judaico, no Rio de Janeiro.

Poeta de extraordinária sensibilidade deixou-nos algumas obras primas, incluídas nessa pequena seleção para leitura neste

chuvoso sábado de fevereiro.

Rubens Pontes”.

ASA DE UMA BORBOLETA

No mistério do Sem Fim
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro, uma violeta
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o Sem Fim,
a asa de uma borboleta.

SONHE

Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.

Rubens Pontes,

jornalista, poeta,

escritor

– Passos, saltos & queda

livro de Rubens Pontes no linki abaixo: https://rubenspontes.com.br

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