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quarta, 14 de novembro de 2018

Presidente Kennedy pode sediar Aeroporto Regional Sul / Cachoeiro de Itapemirim atrai investidores

Por Ramon Barros – 2 de Abril de 2018
Negócios, sociedade, investimentos e notícias empresariais.

Por que investir em Cachoeiro de Itapemirim?
Em 2017, Cachoeiro de Itapemirim exportou 223 milhões de dólares em rochas ornamentais, sendo responsável por 24,7% das exportações de rochas do Espírito Santo e 20,1% das exportações brasileiras.

No mercado internacional, China, Estados Unidos, Canadá, Itália, Espanha e Reino Unido, são os principais clientes dos produtos cachoeirenses.
Devido à sua formação geológica, Cachoeiro concentra uma das maiores jazidas de mármore do Brasil e é um centro internacional de rochas ornamentais.

Hoje, somos responsáveis pelo abastecimento de 80% do mercado brasileiro de mármore, vendendo para todos os estados. As cerca de 600 empresas absorvem 30% dos empregos formais em todo o seu Arranjo Produtivo Local, representando 8% do PIB capixaba.

Além disso, estão em Cachoeiro os 2 maiores suinocultores do Espírito Santo, com produção anual de 40 mil suínos.
A maior cooperativa de laticínios do Espírito Santo é de Cachoeiro. Fatura R$ 300 milhões de reais por ano e produz 330 mil litros de leite por dia.
Seu café está entre os 10 melhores do Brasil, com mais de 1000 propriedades. Alguma dúvida para seu próximo negócio?

Aeroporto regional pode ser em Presidente Kenedy

Enquanto Cachoeiro de Itapemirim e o sul do Espírito Santo carecem de um aeroporto em pleno funcionamento, à altura de suas necessidades de desenvolvimento, é bem perto, em Presidente Kennedy, que uma alternativa começa a ser avaliada por empresários de fora do estado e até mesmo do país.

A ideia não é inédita nem segredo. Mas com a chegada do Porto Central e o boom esperado pelas atividades econômicas previstas em todo o sul capixaba, uma área entre as localidades de Caixeta e Água Preta está sendo sobrevoada e estudada frequentemente com olhares técnicos.

E essa perspectiva de fora para dentro consegue enxergar oportunidades no Espírito Santo, que às vezes o capixaba deixa passar e pode perder o controle de sua geração e retenção de renda.

– ´É ali que estão se concentrando lanos para um potente aeroporto regional para dar suporte ao porto central e a todo o Sul do ES”, disse uma fonte à coluna RB. E acrescentou:

– “Em Cachoeiro temos uma excelente pista, balizada, que recebe aviões de médio porte. O que falta então para funcionar de fato, a pleno vapor? pergunta uma fonte à coluna Ramon Barros.

Falando na pista de Kennedy, e indo mais além, o empresário Camilo Cola está sendo sondado para ser um consultor especial desse empreendimento, uma vez que a Fazenda Água Preta pertence ao comendador e ex-deputado federal. Mas acima de tudo por sua experiência, visão e comprometimento com o sul do Espírito Santo.

Maquete – Pelo projeto a obra do Aeroporto de Venda Nova do Imigrante, apresentada em 2012, teria 1.100 metros de extensão por 200 metros de largura, perfazendo uma área total de 220 mil metros². A pista está projetada para uma extensão de 900 metros de comprimento com 30 metros de largura.

E a lógica é simples: pegando uma carona em sua inspiração, Cola encomendou um minucioso projeto, contratando os melhores profissionais do Brasil e até do exterior para um projeto audacioso: o aeroporto de Venda Nova do Imigrante. É uma visão de futuro do empresário, alimentada por décadas.

Voltando ao aeroporto regional, o fato é que parte das lideranças – algumas arcaicas – imaginam que Cachoeiro perderia parte deste polo se o aeroporto daqui não tivesse utilidade. Isso não procede de fato, uma vez que o nosso aeroporto, bem conservado, está apto para uma gama de vôos em sua plenitude.

O OUTRO LADO
Se por um pensamento um novo aeroporto regional pode alavancar a economia no sul, tecnicamente falando, seria melhor investir no que já existe em Cachoeiro. A opinião é de um dos pilotos mais experientes do Espírito Santo, que contou à coluna que os investimentos seriam concluídos em um ano aproximadamente.

– “A exemplo da pista do novo Aeroporto de Vitória/ES (foto), hoje contamos com alta tecnologia envolvendo GPS, que facilita a operação e aumenta a segurança”, comentou para a coluna.

Outro estudioso em aviação avaliou, a pedido da Coluna RB, que algumas regiões de Kennedy, ao exemplo de Paineiras (outro local cogitado para um aeroporto), são locais que possuem charcos, dependendo de grande volume de aterramento e isso inviabilizaria a obra.

No entanto uma área nobre, com pouquíssimas plantações e vista somente do alto em detalhes é o diamante que brilha para os olhos de quem vê ali algo de grande porte, como um aeroporto. E Cachoeiro continua sendo polo da região, absorvendo milhares de pessoas que virão com essa grande explosão do Porto Central, entre outras atividades paralelas como o terminal de cargas gerais, noticiado em primeira mão pela Coluna Ramon Barros.

O empresário Camilo Cola, com sua visão de vanguarda, no auge dos seus 85 anos, lúcido, forte, não cansa de impressionar. Teve uma empresa de aviação e já pensava em grandes realizações. Prova para nós hoje que a possibilidade é real.

Alguns comerciantes de Kennedy que atuam nas praias confirmaram à coluna que vários chineses têm visitado a região com frequência. Muito gentis, apenas olham, estudam, sobrevoam, calculam incansavelmente…

Seja em Cachoeiro, preferencialmente, ou em Presidente Kennedy, nosso município irmão, a grande verdade é que precisamos escoar a produção pelo mar e pelo ar. Precisamos também ter vôos comerciais para atrair investimentos, turismo e fazer com que o capixaba do sul também alcance rapidamente qualquer lugar do mundo, a negócios ou lazer. Em ano eleitoral, podem aparecer muitos profetas. Por isso, parafraseando o ditado popular, é manter um aeroporto na mão, fácil de de organizar, que dois que não saem do papel “para voar”.

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Ramon Barros é jornalista

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