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quarta, 14 de novembro de 2018

Alencar Garcia de Freitas – Festa da Penha: maior referência no turismo religioso do ES

São raras as vezes que as secretarias de Turismo do Estado e dos municípios da Grande Vitória têm trabalhado com maior inteligência o turismo religioso capixaba, segmento que tem na Festa da Penha o seu marco principal.

Perdem, assim, uma oportunidade atrás da outra de explorar com maior competência esse nicho, começando, como deveria, pela então Romaria dos Homens, atualmente ainda mais encorpada com a significativa participação das mulheres, que dão uma ênfase bem maior ao evento Festa da Penha.

Os órgãos públicos voltados para o turismo e as empresas que trabalham – ou deveriam trabalhar – esse fabuloso filé, que é o turismo religioso, deveriam começar o marketing logo na Semana Santa, passando pelas romarias, pelo tríduo, chegando, finalmente, ao ponto maio r que é o Dia da Padroeira, comemorado sempre numa segunda-feira; aliás, o fato de o ponto culminante da festa acontecer numa segunda-feira representa uma contribuição valiosa, no caso dos capixabas, pelo desfrute de mais um feriadão…

Longe de nós pretender ensinar padre a celebrar missa, isto é, ensinar o pessoal de turismo a fazer de um evento tão importante como esse um motivo maior para atrair turistas de outros estados e até outros países, o que, geralmente, ajudaria, muito mais, a aumentar a ocupação de hotéis e pousadas e também as vendas de comércio e, assim sendo, aumentar a arrecadação de impostos.

Vez por outra temos visto nos meios de comunicação de massa locais e até nas redes sociais apelos extraordinários em favor do turismo de outros estados, inclusive do religioso, enquanto que o nosso quase não aparece nos meios de comunicação de outros estados.

A Festa da Penha, em nosso Estado, conta com um ícone fantástico que outras festas religiosas não contam, isto é, o Convento da Penha, com cerca de 500 anos de existência, incrustado naquela colina, formando o mais belo cartão postal do nosso Estado.

Temos sido recorrentes quanto ao assunto turismo, sobretudo quanto ao turismo religioso, por entender que esse é um dos melhores meios de “vender” o nosso Estado lá fora; e pretendemos continuar nesse ritmo enquanto pudermos continuar escrevendo sobre o tema; até porque esse é o único tipo de turismo com um apelo capaz de alcançar todas as camadas sociais, do mais pobre ao mais rico.

 

 

Alencar Garcia de Freitas
é jornalista

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