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tera, 19 de junho de 2018

Tunico da Vila recebe Sandra de Sá para comemorar os 30 anos do Samba da Madalena por Martinho da Vila

Instrumentos da congada capixaba estarão presente nas edições do projeto mensal, onde o público e os artistas convidados vão interagir com o universo da música negra.

O sambista Tunico da Vila recebe Sandra de Sá nesta sexta-feira, 18, às 21 horas, no Embrazado, Triângulo das Bermudas, Praia do Canto, Vitória/ES.

Instrumentos da congada capixaba estarão presente nas edições do projeto mensal, onde o público e os artistas convidados vão interagir com o universo da música negra.

Trata-se de uma homenagem aos 30 anos da gravação do congo capixaba adaptado por Martinho da Vila, “Madalena do Jucu”.

Integrantes do congo “Amores da Lua” vão se apresentar no evento.

Músicos capixabas

A banda de Tunico da Vila é formada por músicos capixabas oriundos da FAMES e da Banda da Polícia Militar do ES. São eles: Serginho (cavaco), Alexandre Barbatto (baixo), Daniel Barreto (violão), Gorgias (percussão), Marcos Oliveira (trombone), Marcos Firmino (trompete), além de Paulinho Black, baterista que gravou o primeiro disco de Sandra de Sá.

– “O congo é um ritmo de origem banta com elementos percussivos que os negros que habitaram o Espírito Santo adaptaram por aqui com os saberes que trouxeram da África. Estive muito em Angola e é preciso reconhecer essa conexão ancestral. Neste evento, vamos misturar vários ritmos negros, samba, soul, funk, semba, congo, ijexá. A Sandra e outros amigos estão animados em vir para o Espírito Santo, muitos não tiveram o privilégio de estar próximos culturalmente do Espírito Santo como meu pai teve e agora estou tendo”, explica Tunico da Vila.

No repertório do show, Tunico da Vila interpreta clássicos do samba, do partido alto e do samba de terreiro. Sandra de Sá apresenta seus sucessos de 38 anos de carreira como “Olhos Coloridos”, “Bye Bye Tristeza”, “ Vale tudo”, “Joga fora” e “Enredo do meu samba”, samba de Dona Ivone Lara que foi sucesso na voz dela.

Ícone da música preta brasileira e do soul, a cantora é também ativista da questão negra, trabalhou no projeto “Quilombola” visitando os quilombos pelo Brasil, cantou em vários países da África e fundou a Academia Afro-brasileira de Arte (AABRARTE), com um grupo de artistas e intelectuais.

Com Déborah Sathler

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