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tera, 11 de dezembro de 2018

Aqui Rubens Pontes: Meu poema de sábado – Jingle de JK candidato a presidente em 1955, de Miguel Gustavo

 

A Justiça Eleitoral confirma: o eleitorado feminino corresponde a 52 por cento dos que irão votar no pleito do dia 7 de outubro próximo.

É até possível que o descompasso entre essa maioria e o número de mulheres eleitas para Câmara

e para o Senado seja corrigido com a presença de políticos do sexo feminino nas chapas montadas para a próxima disputa eleitoral.

Hoje, mesmo já com a maioria de eleitoras, apenas 14,81 % das cadeiras no Senado e 9,94 % da Câmara dos Deputados são ocupadas por mulheres.

Parece até que mulher eleitora não vota em mulher candidata…

No Espírito Santo, o eleitorado feminino é igualmente majoritário, uma conquista do direito de votar conquistado por lei somente em 1932,

referendada pela Constituição de 1934, durante o governo de Getúlio Vargas. Foi um primeiro passo, ainda que incompleto:

só poderiam votar as mulheres casadas com autorização dos maridos.

Proposta anterior, para inclusão de cláusula na Constituinte de 1890, foi recebida com azedas críticas, como deflagrou o deputado pelo Espírito Santo Moniz Freire:

– “A proposta do voto feminino é anárquica, desastrada, fatal. No dia em que a convertermos em lei pelo voto do Congresso teríamos decretado a dissolução da família brasileira.”.

Por ironia, a primeira eleitora capixaba foi Emiliana Emery Viana, da cidade de Castelo, em 1929.

Mas somente em 1947

Judith Leão Castelo Ribeiro, nascida no município da Serra/ES – que fica ao Norte da capital, Vitória – foi eleita deputada estadual, reeleita sucessivamente para quatro legislaturas.

O Portal Do Oleari comunga com o colunista a esperança de que as mulheres brasileiras, eleitas para o Congresso Nacional, possam participar de um grande mutirão destina

do a recolocar o Brasil no plano político que todos almejamos e do qual nos afastamos há quase 20 anos.

Como o assunto mais recorrente neste mês de agosto é o inicio das campanhas eleitorais, o Portal Don Oleari, a Rádio Clube da Boa Música e o colunista substituem o Poema de Sbado por um jingle composto por Miguel Gustavo (à direita) para a campanha presidencial do candidato Juscelino Kubitschek.

Peça de campanha de Juscelino, candidato ao governo de MG em 1950.

Cantado, como foi a ideia da mensagem, teve força suficiente para ser entoado maciçamente em cada rua de cada cidade de cada Estado pelo eleitorado que elegeu o político de Diamantina Presidente da República.

Rubens Pontes
Capim Branco, MG.

Na foto, JK aclamado pelo PSD com candidato a presidente em 1965.

A letra do jingle:

– “Gigante pela própria natureza, há 400 anos a dormir, são 21 estados, são teus
filhos a chamar, agora vem lutar, vamos trabalhar.

Queremos demonstrar ao mundo inteiro e a todos que nos querem dominar que o Brasil pertence aos
brasileiros, e um homem vai surgir para trabalhar.
Aparece como estrela radiosa neste céu azul de anil, o seu nome é uma bandeira gloriosa pra salvar este Brasil.

Juscelino Kubitschek é o homem, vem de Minas, das bateias do sertão,
Juscelino, Juscelino é o homem
Que além de patriota é nosso irmão.
Brasil, vamos para as urnas, Povo democrata, gente varonil, Juscelino, Juscelino, Juscelino, Para
presidente do Brasil!”

Rubens Pontes

é jornalista, radialista,

publicitário, poeta, escritor

–  Passos, saltos & queda – livro de Rubens Pontes no linki abaixo:https://rubenspontes.com.br

 

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