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sexta, 16 de novembro de 2018

O aniversário dos Soares / as boas do Jardim Camburi: Tocca do Caranguejo, clínica do Detran e cartório / Diagonal

Eles se juntaram há um tempim para festejar os Sex da família. Os filhos do Jair Soares haviam ultrapassado a barreira dos sessenta.

Da esquerda para a direita: Jair, Ronaldo, Vó Lourdes, Robson e Renato

Agora, em novo encontro, se juntaram traveiz pra festejar Maria de Lourdes Vieira Soares e Renato Soares, 94 e 74, respetivamente. Jair, o mais novim, organizou a festa e desempenhou seu papel com muita eficiência.

O encontrão de mãe, filhos, netos, bisnetos, amigos chegados da família, teve festa à altura, correta, bom serviço, bons papos, bons goles, e a alegria pelos reencontros. E Jair ainda teve o cuidado de acertar uma apreciável reserva de um torresmim para os finalmente da festa.

Vó Lourdes com a mais novinha da família Soares, à esquerda; abaixo, à direita, netos, agregados – um deles vascaíno, quinemqui o sogro Jair.

A neta mais distante, a cineasta Gabriela Egito, veio de Los Angeles. Outros vieram de diversas partes do país.

Estávamos lá como amigos da família desde o tempim do cursim pro vestibular de Psicologia da Faculdade de Filosofia – a véia FaFi.

Nele, Renato Soares, um aluno brilhante, e eu, um aluno sofrível, nos tornamos amigos e eméritos matadores de aula de Padre França – História da Filosofia – para não perder “as aulas” de pinguipongui do salão do Diretório.

Diretório, a propósito, do qual Renato e eu perdemos duas eleições seguidas: éramos vistos como comunistas “comedores de criancinha” pela elite que frequentava os cursos da Fafi.

Eu, por ter uma coluna chamada “Diagonal” em A Gazeta – o nome é uma reverência a um dos meus 800 mil ídolos, o gênio Johnny Alf – que dava porrada adoidado e fustigava o momento, os arranjos, os líderes, os dominadores.

A coluna tinha um elevado índice de leitores no meio univerisitário, pois abordava a movimentação e os bailes da Odontologia e, depois, da FaFi, onde utilizava meu bem cuidado acervo de LPs para ser um didjei – DJ, para os mais recentes – a embalar o sábado à noite.

Paralelamente, era o programador musical da Rádio Capixaba, onde levava o sempre muito bem ouvido “Clube da Boa Música”, programa onde estreiou no rádio o jovem Rogério Coimbra, então com 17 anos.

Renato sempre foi um intelectual refinado, de todas as leituras, e mesmo sendo comunista nunca foi um radical raivoso, mas um pensador arejado que se acostumou a conviver com outras correntes de pensamento.

Até memo com um mero radialista e colunista, que também pensava resolver todos os problemas do mundo a partir da sua comunidade, por vias da união, do papo, da fazeção, do vamuquivamu.

Bem, o papo todo é pra mostrar que nossa amizade com os Soares “não foi feita num buteco”, mas nos bancos da vã filosofia, apesar de extremadamente cultivada ao longo dos anos em incontáveis butecos pelaí. Nosso abraço afetuoso a todos os Soares pelo belo encontro.

Que o Jair Soares (na foto segurando o pratim do torresmim, comigo e Renato) me disse que quer repetir ano que vem. Já até reservou o bom espumante que ele escolheu para os chegados e me disse: “vocês já estão convidados, nem vou mandar convite, só vou avisar o dia”.

Tocca do Caranguejo

Em espaço mais amplo na mesma avenida Ranulpho Barbosa dos Santos, em Jardim Camburi, Tocca do Caranguejo é um bom buteco. Jorge, profissional de bares e restaurantes há muitos anos, é o chefão. Nos conhecemos desde o Pirata’s na orla do Jardim da Penha – onde atualmente está o Hotel Ibís, ao lado do Banco do Brasil.

Nos anos mais recentes, foi gerente durante vários anos do Ilha do Caranguejo. Partiu para carreira solo num espaço menor, mas foi conquistando clientes e trazendo seus velhos conhecidos de outras paragens.

O caranguejo é feito por quem sabe fazer um caranguejo, quinemquieu, falsa modéstia à parte. Sempre regular. E bem servido em baldes com o próprio caldo do cozimento, que é como se dever servir o caranguejo.

Bom atendimento, agora acrescido do Antonio, velho parceiro nosso pelos bares da vida. Cardápio de petiscos bem elaborado. É um recanto que recomendo com prazer.

Clínica do Detran

É como trato o lugar, também na Avenida Ranulpho Barbosa dos Santos, próximo à pracinha do Yahoo. Bom serviço.

Bom atendimento.

Médico solícito e atencioso. Enfim, um lugar que não parece com alguns semelhantes, onde se é tratado como um número de uma ficha.

O cartório de JCamburi

Sabe aquele lugar que é um cartório mas não parece um cartório? Pois bem. O cartório de Jardim Camburi nada tem com aqueles lugares horrorosos chamados cartórios, onde pessoas atendem mal, mal respondem as perguntas, mal informam o que o pobre coitado fazer, enfim, aquele ambiente soturno, tipo capela de velório.

O Cartório de Jardim Camburi, próximo da Igreja Batista, em frente a antiga padaria, é um lugar claro, bem organizado, tudo seguindo uma ordem coerente, com lugares para se aguardar o atendimento.

Que é pralá de um atendimento comum, desse usual que se está acostumado a ter em cartórios. É agradavelmente surpreendente. Todos são atenciosos, gentis, eficientes, simpáticos, bem falantes.

Confesso que não acreditei na primeira vez em que lá estivemos. Foi um atendimento excepcionalmente bom para a demanda que a gente apresentava.

Enfim, o Cartório de Jardim Camburi não parece um cartório, mas uma casa agradável, onde se é tratado como gente. Beleza! (Oswalo Oleari ou Oleare).

Oswaldo Oleari é

jornalista, radialista,

publicitário, Editor Chefão

do Portal Don Oleari /

Rádio Clube da Boa Música

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