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tera, 11 de dezembro de 2018

Aqui Rubens Pontes: Meu poema de sábado – Poema Egípcio, de Ramsés II – Faraó da XIX Dinastia do Egito

O poema deste sábado foi escrito há cerca de 3 mil anos.

 

Volto a ler, passados quase 40 anos da primeira leitura,”Le Matin des Magiciens” de Louis Pauwels e Jacques Bergier (Librairie Gallimard):

e constato que as perplexidades geradas pelo texto continuam as mesmas.

Foto de capa da edição original da Gallimard, aí mencionada.

Vou me ater a registros sobre o que se convencionou chamar de civilização, até para justificar o título desta coluna, “Meu poema de sábado”.

Escrevem os autores do instigante livro que “de Aristarco de Samos aos astrônomos de 1900, a humanidade levou vinte e dois séculos para calcular com uma

aproximação satisfatória a distância da Terra ao Sol: 194.400.000 quilômetros. Teria no entanto bastado multiplicar exatamente por 1 bilhão a altura da Pirâmide de Queóps (foto),

construída 2 mil e 900 antes de Cristo. O resultado é matematicamente o mesmo.

Hoje, sabemos que os Faraós depositaram nas pirâmides os resultados de uma ciência da qual ignoramos a origem e os métodos, e a especulação é que essa extraordinária façanha de uma engenharia ainda não alcançada neste Século em que vivemos, tenha tido origem extra-terrestre.

Ali se volta a encontrar o número “pi” (311416), o cálculo exato de duração de um ano solar, do raio e do peso da Terra, a lei de precessão dos equinócios,

o valor do grau de longitude, a direção real do Norte.

A Pirâmide de Gisé (na foto com a Esfinge) é uma montanha artificial de 6.500.000 toneladas, com blocos de 12 toneladas ajustados com a precisão de meio milimetro. Não se tem explicação, ainda neste Século XXI, como foram os blocos extraídos da pedreira, quando os construtores daquela época só dispunham de martelos de pedra e de serras de cobre, metal mole.

De que forma foram içadas e unidas pedras com 10 mil quilos de peso?

Lembram os autores que no Século XIX foi com muita dificuldade que se conseguiu transportar, para o Museu do Louvre, dois obeliscos que os faraós transportavam às

dúzias. E no entanto não se encontrou nenhum instrumento de cálculo científico, nenhum vestígio como testemunho de uma grande tecnologia.’

Os mesmos faraós que nos fazem levantar indagações sem respostas no plano científico e no sobrenatural, no entanto, possuíam também sensibilidade para dizer em versos

o que se passava em sua alma.

Nosso poema para este sábado, escolhido em brainstorming no Portal Don Oleari, foi escrito por um faraó há 3 mil anos mostrando

desta vez que, por mais alto que se coloque o estágio das nossas conquistas no plano da pesquisa científica, o coração continua pulsando no ritmo das emoções, indiferentes às voltas que a Terra dá, voltado para o Céu de onde tudo vem.

Rubens Pontes
Capim Branco, MG

Ramsés II – Faraó da XIX Dinastia do Egito

Poema Egípcio (extraído de um papiro de 3000 anos)

Ela é um menina, e não existe outra como ela.
Ela é mais bela que qualquer outra.
Olha, ela está como uma deusa da estrela nascendo
no início de um ano novo feliz;
Brilhantemente branca e brilhante
Sua pele é clara; Seus olhos bonitos para olhar
E com lábios doces para falar;
Ela não necessita nem uma frase a mais
Com um pescoço longo e peito branco;
Seu cabelo é de Lápis Lazúli genuíno;
Seus braços são mais brilhantes que o ouro;
Os seus dedos são como as flores de lótus;
Com nádegas grandes e cintura cingida.
As suas coxas mostram sua beleza;
Com um passo firme ela pisa no solo.
Ela capturou meu coração em seu abraço.
Ela faz todos os homens virarem seus pescoços, olhar para ela.
Só existe um único olhar quando ela passa por perto.

Nota do autor da coluna: no linki abaixo, matéria revela descoberta de estátua de Ramsés II

https://istoe.com.br/arqueologos-encontram-estatua-gigante-de-ramses-ii-no-cairo/

Arqueólogos encontram estátua gigante de Ramsés II no Cairo

 

Rubens Pontes,

jornalista, radialista, escritor

 

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