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segunda, 10 de dezembro de 2018

Aqui Rubens Pontes: meu poema de sábado – Poema à Virgem Maria, de José de Anchieta

Quadro de Benedito Calixto retrata Anchieta escrevendo poema (Foto: Museu de Anchieta)

José de Anchieta, considerado o apóstolo do Brasil, para onde veio aos 20 anos de idade.

Foi canonizado pelo Papa Francisco em 2014, um ato reverenciado pela população do Espírito Santo, que vê no jesuíta o sacerdote que evangelizou tribos indígenas e contribuiu para a pacificação de grupos hostis que se opunham à ocupação de seu território pelo homem branco.

Túmulo de José de Anchieta no palácio que leva seu nome – Palácio Anchieta – situado na cidade alta de Vitória, capital do ES.

Esta coluna, na véspera de uma eleição que não provoca emoção maior, apela para que o Santo que consideramos “nosso” estenda suas mãos em benção para que o voto de cada um de nós seja colocado na urna com serena responsabilidade.

Palácio Anchieta, cidade alta, em frente ao Porto de Vitória, capital.

Entre muitos episódios da vida de José de Anchieta ganha especial destaque sua prisão por cinco meses, em 1563, como refém dos índios Tamoios.

Durante esse período, escreveu nas areias da praia de Iperoigum poema dedicado a Maria, mãe de Jesus, com quase 5 mil versos.

Esta coluna, honrando a memória do Santo José de Anchieta, escolheu como sugestão de leitura para este sábado, trecho do “Poema à Virgem Maria”.

Rubens Pontes
Capim Branco, MG

POEMA À VIRGEM MARIA

Ó doce chaga, que repara os corações feridos,
Abrindo larga estrada para o Coração de CRISTO.
Prova do novo amor que nos conduz a união!

(Amai uns aos outros como EU vos amo)
Porto do mar que protege o barco de afundar!
Em TI todos se refugiam dos inimigos que ameaçam:
TU, SENHOR, és medicina presente a todo mal!
Quem se acabrunha em tristeza, em consolo se alegra:
A dor da tristeza coloca um fardo no coração!
Por Ti Mãe, o pecador está firme na esperança,
Caminhar para o Céu, lar da bem-aventurança!
Ó Morada de Paz! Canal de água sempre vivo,
Jorrando água para a vida eterna!
Esta ferida do peito, ó Mãe, é só Tua,
Somente Tu sofres com ela, só Tu a podes dar.
Dá-me acalentar neste peito aberto pela lança,
Para que possa viver no Coração do meu SENHOR!
Entrando no âmago amoroso da piedade Divina,
Este será meu repouso, a minha casa preferida.
No sangue jorrado redimi meus delitos,
E purifique com água a sujeira espiritual!
Embaixo deste teto (Céu) que é morada de todos,
Viver e morrer com prazer, este é o meu grande desejo.

Rubens Pontes,

jornalista, radialista,

escritor

 

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