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sexta, 18 de janeiro de 2019

Oswaldo Oleari: Don Quixote, aquele lugar na Praia do Canto, tem Zé Moreira Trio às quintas

Praia do Canto-Vitória/ES

 

– Vamos passar – disse Lena Mara – pegar o João Paulo, que ele quer pegar um livro na Don Quixote.

Ouvi, cumpri o roteiro, e lá fomos nós.

– Dadondi é a livraria? perguntei.
– na Praia do Canto, avenida Rio Branco.

Não sabia de livraria nenhuma e nem como chegar. Ao chegarmos, disse que ia ficar no carro e esperar. Dirrepentimenti, num estalo, reformulei e disse:

– Ahhh, vou saltar e conferir…quem sabe, encontro aí um dos 18 intelectuais de Vitória…

De bamburra, pegamos a estreia do Zé Moreira Trio. É a boa de toda quinta-feira, neste quente janeiro. Ô trem bão, sô!

Fiz essa brincadeira isturdia com nosso prezado e genial Wilson Coêlho e ele, quinundexa nada sem troco, rebateu:

– Poxa, e você conseguiu encontrar tantos intelectuais assim?

Decisão sábia, a minha, falsa modéstia à parte.

De cara, na calçada encontro meu sempre admirado Mr. Salsa. Nos saudamos festivamente e já combinamos uns trem pra fazer juntos. Na sequência, encontro outro muito admirado, o brilhante Zé Moreira.

E aí? tá tocando onde?
– Aqui – ele responde – daqui a pouco.

Não acreditei.
Mas estavam lá o o Douglas Vilar, baixista, e o laureado baterista Edu Schanbrun.

Enquanto João Paulo e a mãe viam os livros, fui encontrando gente. O filho do Castelo Miguel, também músico, o Luiz Claudio França, o bluseiro da bótima Big Bat Blues Band, o Mateus, filho de Silvana e Zé Moreira, o grande fotógrafo Humberto Capai…

Pensei: não vou sair dum lugar deste sem ouvir o Trio Zé Moreira.
Não deu outra. Heineken vai Heineken vem, tome som dusbão, do jeitim que a gente gosta.

Aí, o professor Fraga ferri, João Paulo Oleare, Adolfo Oleare, Fabão Carvalho, Luiz Claudio França…e à esquerda, Nando e Castelo.

Nando e Munah, o casal da Don Quixote, optaram por um segmento, um alternativo do mercado livreiro, o de pequenas editoras.

Criaram um lugar extremamente agradável. Gente em pé na calçada, música de primeira, papos, encontros, reencontros, tududubão e dumió.

Ganhei, na surpresa, a melhor tarde deste começo de 2019. Foi um presentaço.
A Don Quixote é bom remédio pra desuatizapizá iuiscambau.

O aplicativo e a redes infernéticas da Don Quixote são cervejinha geladíssima, bons petiscos, boa música – às terças e quintas – papos dusmió. E eu, quinuntô bebendo cerveja…não tive como resistir.

 

Oswaldo Oleari ou Oleare,

jornalista, radialista, pubicitário,

 

 

 

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