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sbado, 21 de setembro de 2019

Marcos Alencar e Cleonice Cafon trocaram as bolas no mirradim cadernim Pensar de A Gazeta / Diagonal

Repeteco de 08/maio/2017

Diagonal, coluna do Oleari

 

Numa crônicascatinha publicada no Cadernim Pensar / C2 da véia A Gazeta dia 15 de abril o cronista Marcos Alencar embolou personagens que não conviveram em momento algum.

Não tinha lido o cadernim, que me foi mandado pela chef Cleide Moraes. Deixei de ler o cadernim por birra: emagreceram tanto o Caderno 2 e o Pensar que, confesso, niquiqui pego me aparenta ser um mero cadernim de classificados.

Mas, sempre apreciei o ótimo cronista Marcos Alencar e até um dia garrei a matutá: “poxa, um dia ainda tenho que escrever uns trem quinemqui o Marcos Alencar escreve”.

A única “identidade” entre o que Marcos conta e o que de fato ocorreu é o conhaque Dreher. O barzim do seu Ademar, parede contígua à redação, era campeão de vendas do Dreher, todo consumido pela redação de O Debate na primeira fase e do Jornal da Cidade, na segunda.

Vamos aos fatos. Marcos mistura Djalma Juarez Magalhães com Oswaldo Oleari ou Oleare – no maledeto feissibuqui, gentem – e o jornal O Debate. Nem alhos nem bugalhos.
O acervo do jornaleco um capitão de moela mole, dizem línguas felinas, mandou queimar.

O Debate foi criado pelo saudoso Carlito Lindenbergh Von Schilgen (foto) e tomou corpo num imóvel do ex-senador João Batista Motta – Motinha, para os íntimos – no bairro Santa Cecília, no começo de Maruípe, Vitória/ES.

Motinha era policial federal, mas colaborava com a suposta oposição. Ou fazia jogo duplo, sei lá.

Djalma Juarez nunca dirigiu O Debate. Quem começou O Debate com Carlito foi o Janc numa impressorazinha mequetrefe, da época daquele um tal Gutemberg.
Brotou na ditadura militar, sim, mas pra ser porta voz do véi MDB, que qualquer um imbecil sabe que era então a “oposição consentida”.

Um dia Carlito me convidou pra comandar a redação e “dar uma esquentada” no Debate. Eu morava num prédio ao lado.
Fui.

Tira de Milson Henriques sobre o Britz Bar – Maura Fraga, Emília Petinari, Urano Souza, Demilson Martins, Sergio Egito, Henrique Merçon, Marcos Alencar e Carmélia

Por lá passaram, sim, Carmélia M. de Souza, Maura Fraga, Milson Henriques, mas não só. Lá estavam também Paulo Maia, Xerxes Gusmão Neto, Jeová Barros – que fazia uma deliciosa coluna sob a alcunha de Alexandre Biar – Paulo Eduardo Torre, Rubinho Gomes – já então se apelidando de “mutante” – o pouco saudoso José Antonio Mansur, quem mais? Tinha mais gente.

O Marcos Alencar não estava nessa fase e a Cleonice Cafon só surgiria mais tarde um tiquim.

Para o lendário Major Romão, um radical da maledeta de 1964, se precisassem prender todos os jornalistas “comunistas”, não tinha problema: era só ir a”O Debate”. Romão era daqueles bobalhões pra quem tudo era “comunista” se não beijasse sua mão.

Carlito Von Schilgen, então no MDB, resolveu dar um tempo. Acho quitava de saco cheio com as chateações dos deputados do MDB que queriam sair nas manchetes do paupérrimo semanário, mas eram munheca de samambaia…e contribuir pra manter o jornal que era bom…nuntavam nem aí.

Pesquisei e não apareceu uma foto sequer do Marcos Alencar no gugou.
Daí, a ilustração ao lado do livro onde Marcos é um dos astros.

O que fez Carlito? Passou o jornal pro Antonio Carlos Fidalgo, um safo corretor – e bota safo nisso daí! – um suposto emedebista, e sugeriu ao Fidalgo que seguisse comigo na redação. Foi o que foi.

Logo adiante, ele saiu: descobriu-se que ele não prestava conta de anúncios avulsos, que só entravam na sua conta – sua, dele – não na conta do jornal.

Qualquer semelhança com histórias atuais do PMDB (Podre MDB) é mera coincidência. Aí, quem entrou no lugar de Fidalgo foi o Sergio Rocio.
Logo, criei o Jornal da Cidade. E dei um jeito do velho Cunha, que trabalhava na véia A Gazeta há 800 anos, dar uma arrumada na impressora véia de guerra.

Ele deu.

Jornal da Cidade passou a circular com uma cara mais limpa. E com aquele bando de jornalista doidim pra sentar o cacete.

Criei um suplemento que nominei como Jornal da Semana. Aí a meninada deitava e rolava. Tinha crônica, tinha poesia, tinha papufuradu, tinha sempre uma materiona, de fundo, tinha baboseira quinemqui tem em qualquer Caderno 2 de qualquer jornalão.

No outro golpe, o de 1968, o do famigerado Ato Institucional no. 5, o cerco aumentou. E o Jornal da Cidade passou a ter na redação, expdiente integral, dois oficiais do exército. Um, o próprio Major Romão. O outro, um capitão Henrique, que hoje devidisê marechal da reserva.

Numa dessas matérias, puxada pro literário, o autor – não me lembro se Carmélia, Paulo Torre ou Milson – usou a merda da palavra “merda”.
Vixe, mainha, tive uma longa discussão com o Major e o Capitão pra defender a “merda” inserida no texto.

A bem da verdade, uma discussão de nível, civilizada, sem qualquer alteração ao menos de vozes.
O Capitão era um intelectual, compreendia melhor o contexto da matéria.

Enfim, a “merda” prevaleceu e continuou na matéria.

Fomos seguindo e certo dia surgiu alguém dizendo que Maria Nilce e Djalma Juarez queriam comprar o Jornal da Cidade. Acabamos fazendo lá um acordo e eles ficaram com o JC.

Um tempim adiante, o jornalista Plínio Marchini, que dirigia A Tribuna, me disse: “Poxa, se a gente soubesse, a gente teria ficado com o jornal”. Tradução: na Tribuna, cultivava-se uma certa “indigestão estomacal” em relação ao casal e não gostaram nada de Maria Nilce e Djalma passarem a ter um jornal próprio.

Cleonice Cafon teria “nascido” de um parto humorístico intelectual do Marcos Alencar já no Jornal da Cidade sob o comando do célebre casal (Oswaldo Oleari).

Fonte:
Foto de Carlito Von Schilgen e tirinha de Milson Henriques “fotogarfadas” do saiti Morro do Moreno, do Walter Aguiar Filho:
http://www.morrodomoreno.com.br/materias/carlito-von-schilgen.html

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