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sexta, 15 de novembro de 2019

9ª Mostra Competitiva Nacional de Longas dá espaço para emoção e diversidade

 

A mostra exibe documentários e ficções com diversos modos de narrar, intervir, observar e fabular a realidade.

 

Emoção e diversidade: essas são as palavras que definem a 9ª Mostra Competitiva Nacional de Longas do 26º Festival de Cinema de Vitória, entre os dias 24 e 29 de Setembro.

Dentre os seis filmes selecionados, produções de Norte a Sul do Brasil. São documentários e ficções que representam diversos modos de narrar, intervir, observar e fabular a realidade, provando que cinema é, nas palavras da curadoria, “uma emoção que dispara a invenção”.

A mostra tem seleção feita pelo professor e pesquisador Gilberto Alexandre Sobrinho (à esquerda)  e pela produtora cultural e jornalista Leila Bourdoukan (abaixo, à esquerda), que escolheram priorizar documentários e ficções narrativas, com propostas estéticas instigantes.

Os selecionados são: Alice Júnior, de Gil Barone; Selvagem, de Diego da Costa; Mirante, de Rodrigo John; Pacarrete, de Allan Deberton; Casa, de Letícia Simões; O Seu amor de volta, de Bertrand Lira; e Espero Tua Re(volta), de Eliza Capai (fora de competição).

  • “A partir do par emoção/invenção, os filmes reunidos traduzem em vibrantes expressões visuais e sonoras emergências urbanas e inter-geracionais, de macro e micro-políticas. O cinema aqui representado é, justamente, a janela dessas vivências. Assim, acenamos à reflexão sobre os efeitos de sentido desses investimentos”, destaca a comissão de seleção da mostra.

Foram recebidos 160 filmes para a seleção, um número recorde de inscritos e também em diversidade de gêneros e temáticas.

  • “Os filmes de ficção, documentários, experimentais e de animação estão sendo produzidos em todas as regiões do Brasil, conforme indicam as inscrições. Há um mapa da diversidade diretamente ligado aos quadros da produção audiovisual, tanto em relação aos temas quanto às abordagens”, concluem os curadores.

 

Os títulos “Mirante” e “Casa” são documentários que representam a busca por intervir historicamente na realidade constituída, com procedimentos variados. Os filmes buscam oferecer curvas de reflexão sobre acontecimentos e experiências, ao mesmo tempo em que mantém o aspecto narrativo documental. “Alice Júnior”, “Selvagem” e “Pacarrete” são recortes narrativos que privilegiam os modos como gerações e classes sociais distintas lidam com novas e antigas demandas dos sujeitos, seus embates e emoções. Já a ficção “O seu amor de volta” atualiza a herança cotidiana para abordar consultas espirituais e embaralhar o plano real com o imaginado.

A 9ª Mostra Competitiva Nacional de Longas faz parte da programação do 26º Festival de Cinema de Vitória.

26º Festival de Cinema de Vitória

Patrocínio: Ministério da Cidadania, através da Lei de Incentivo à Cultura, da ArcelorMittal, do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE, do Fundo Setorial do Audiovisual – FSA e da Ancine

Apoio: Rede Gazeta e Prefeitura Municipal de Vitória. O Festival conta também com o

Apoio institucional: Centro Técnico do Audiovisual – CTAv. A realização é da Galpão Produções e do Instituto Brasil de Cultura e Arte.

Serviço:
9ª Mostra Competitiva Nacional de Longas
Data: 24 a 29 de Setembro
Local: Teatro Glória (Centro Cultural Sesc Glória)
Entrada franca

Seleção de Filmes:

ALICE JÚNIOR (Gil Baroni, FIC, PR)
Alice Júnior é uma youtuber trans cercada de liberdades e mimos.

Depois de se mudar com o pai para uma pequena cidade onde a escola parece ter parado no tempo, a jovem precisa sobreviver ao ensino médio e ao preconceito para conquistar seu maior desejo: dar o primeiro beijo.
SELVAGEM (Diego da Costa, FIC, SP)

Sofia tem um objetivo muito claro: passar no vestibular, achar um emprego e sair de casa. Porém, quando a escola onde estuda é ocupada pelos seus amigos e colegas de classe, ela se vê? em um dilema entre continuar estudando sozinha ou compartilhar seu conhecimento na transformação da escola.

MIRANTE (Rodrigo John, DOC, RS)

Nos registros feitos por mais de dez anos desde um décimo sétimo andar no centro de Porto Alegre, pequenas narrativas, de dentro e de fora, se cruzam.

PACARRETE (Allan Deberton, FIC, CE)

Pacarrete é uma bailarina idosa, considerada louca, que vive em Russas, uma cidade do interior. Na véspera da festa de 200 anos da cidade, ela decide fazer uma apresentação de dança, como presente, “para o povo”. Mas parece que as pessoas não se importam… Este emocionante drama é protagonizado por Marcélia Cartaxo, premiada Melhor Atriz do Festival de Berlim pelo clássico ‘A Hora da Estrela’, de Suzana Amaral. Com João Miguel, Zezita Matos e Soia Lira no elenco.

CASA (Letícia Simões, DOC, PE)
Letícia, a filha recém-separada, se culpa por ter se distanciado da mãe em dez anos longe de casa; Heliana, a mãe, está encarando uma séria crise depressiva que começou depois da decisão de colocar a sua mãe, Carmelita, num asilo de idosos. Quando confrontada com a obsessão de Heliana pelo passado – ela arquiva fotos, diários, correspondências e objetos de toda família – Letícia acredita que a memória é uma forma de recriar a intimidade entre elas. Mas para abrir esses arquivos, a filha vai ter que convencer sua mãe, que os mantém trancados. Na construção dos espaços de afeto entre essas mulheres, CASA questiona o que é sanidade, o que é memória, o que é o feminino, o que é a solidão, o que é família, o que é casa.

O SEU AMOR DE VOLTA (Bertrand Lira, DOC, PB)

O amor perdido e a crença no poder da magia, das cartas e dos búzios para trazê-lo de volta compõem o quadro de histórias deste documentário.

Para abordar esse universo, quatro personagens relatam suas desventuras amorosas e são colocados frente a frente com cartomantes e videntes que poderão apontar uma saída para suas vidas.

ESPERO TUA (RE)VOLTA (Eliza Capai, DOC, RJ) – Fora de Competição
Quando a crise se aprofundou no Brasil, os estudantes saíram às ruas e ocuparam escolas protestando por um ensino público de qualidade e uma cidade mais inclusiva. O filme acompanha as lutas estudantis desde as marchas de 2013 até a vitória do presidente Jair Bolsonaro em 2018. Inspirada pela linguagem do próprio movimento, é conduzido pela locução de três estudantes, representantes de eixos centrais da luta, que disputam a narrativa, explicitando conflitos do movimento e sua complexidade.

Com Denise Sonegheti

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