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tera, 12 de novembro de 2019

Sociedade dos poetas vivos – Caio Augusto Riberio: MANIfesto da maniFESTA

Caio Augusto Ribeiro,

um jovem poeta

de 22 anos do Mato Grosso.

Conheci um dos seus livros,

o do título acima,

através do filho,

Pedro Oleari.

 

Sobre Caio Augusto Ribeiro, quem fala ái é o escritor e roteirista Wuldson Marcelo.

– “Em Manifesto Manifesta, a poesia ganha contornos de um lirismo político que leva a existênca e suas manifestações a um limite em que linguagem e estrutura se tornam um desafio para o poeta. Na verdade, um desafio para a inquietação do poeta. Um risco calculado e laborado, mas que não se furta a render-se a uma ou outra pulsão”.

Na última capa, Ângela Coradini diz:

– “Manifesto da Manifesta põe em movimento desfazimentos e sensações. Aqui, as palavras são entes viventes que querem se despir de um sentido obrigatório, despregar-se do quadrante das páginbas, romper a insígnia da poesia, decolar para fora do livro”.

Um pio do Editor

“Piotaco” do Oleari

Ao colocar o livro sobre a mesa de café, o filho Pedro Oeari me disse:

– Aí, pai, um amigo, menino poeta, procê dar uma olhada.

Terminei o café, peguei o livro e dei aquela de segurar pela borda do livro passando as páginas como se fossem cartas de baralho.

Aí deu de parar lá pelo meio em duas páginas, dadondi parei pra ler. Primeiro, este:

– SEMPRE FESTO:

 

Tenho problemas

com nuncas

 

Opa! Voltei A ler. Uma, duas, três vezes. Começou meu encanto. Desviei logo pra página ao lado, a anterior.

Diz lá o menino poeta Caio Augusto:

POETAGEM FUTURISTA II

 

Meu poema

Preferido

É aquele  que você

Rasga

 

Pensei cá cos meus butão: poxa, esse garoto me ganhou.

Fui pras outras muitas páginas, degustando sua linguagem verbal aliada à linguagem gráfica que criou pro livro, quié durabu.

Ele juntou palavras, digamos versos, e pensou em sua disposição gráfica. Quinequi vi a professora Marli Siqueira Leite mostrar alguns do concretista Ronaldo Azevedo, em que ela é bambambam.

Fui degustando e caí exato no meio do livro, onde Caio Augusto exercitou seu menor poema, acho. Menor no sentido de extensão de texto, palavras, essas coisas. Mas uma enormidade, segundo captaram meus todos sentidos, todos parados longamente nas páginas centrais.

As duas páginas do meio em fundo vermelho exibiam em corpo generoso:

A página da esquerda:

PAR

 

A página da direita:

TIR

 

Aí, embabaquei geral. E folheei o livro todos os dias um cadiquim.

Vou passar o livro pro meu parceiro poeta Italo Campos apreciar e, do alto de sua autoridade de grande poeta, fazer uma avaliação sobre o jovem poeta matrogrossense (Oswaldo Oleari ou Oleare).

Oswaldo Oleari, mascarado de crítico de poesia,

é radialista, jornalista, publicitário

Foto de capa é do poeta Caio Augusto Ribeiro no lançamento do livro “Manifesto da Manifesta” na Livraria Patuscada, Vila Madalena, São Paulo.

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